quarta-feira, 20 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Andar com Deus! Gênesis 6:9
Sermão do dia 17/07/2011
INT: Existem muitos ditos populares conhecidos
por nós.
1.
A união faz a força.
2.
Agora, Inês é morta.
3.
Aqui se faz, aqui se paga.
4.
As aparências enganam.
5.
Cada cabeça, uma sentença.
6.
Cada macaco no seu galho.
7.
Cão que ladra não morde.
8.
De grão em grão, a galinha enche o papo.
9.
De moeda em moeda se faz uma fortuna.
10.
Depois da tormenta, sempre vem a bonança.
11.
Desgraça pouco é bobagem.
12.
Devagar se vai longe.
Alguns são verdadeiros,
outros nem tanto, vejamos alguns exemplos; “Água mole em pedra dura tanto bate
até que fura”, isso é muito relativo na vida espiritual, pois se Deus não
desejar a pedra nunca fura. “Pimenta nos olhos do outro é refresco”, não
deveria ser assim, mas somente sabe o tamanho do sofrimento quem passa por ele.
“Antes tarde do que nunca”, muitas vezes quando chega tarde, já é tarde demais.
Mas existe um dito
popular que me chama muito atenção: “Diga-me com quem andas que eu te direi
quem és!” Ele é verdadeiro, e por isso nessa noite quero aprender com os irmãos
sobre a IMPORTÂNCIA DE ANDARMOS COM
DEUS!
1º
Noé andou com Deus, e foi usado por Ele. Gênesis 6:09.
- Qual a característica
que Deus busca nos homens para que possam ser usados por Ele? Se olharmos os
relatos Bíblicos perceberemos que as marcas que Deus busca não estão ligadas a
beleza física, e na verdade sempre Deus usou os feios (João Batista, Paulo,
então se você se sente feinho ainda a chance de Deus te usar). Também não estão
ligadas ao carisma humano, não basta ser simpático. Não está ligada a roupas
finas, a ternos diferentes, ou ao corte de cabelo.
- O que faz um homem
ser usado por Deus é o nível de intimidade que ele tem com o Senhor. Quanto
mais próximo de Deus, mas chances de ser usados por Ele.
- É engraçado que
conheço pessoas que desejam se envolver com a obra, mas seu envolvimento com o
dono da obra é muito pouco. Desejam visitar, desejam ganhar almas, desejam
pregar bem, mas seu envolvimento com Deus é tão superficial que é impossível
serem usados por Ele.
- Deixe te dizer algo
nessa noite, é muito pregar da “boca para fora” sobre vitória, sobre que está
vivendo uma vida com Deus, que está sendo abençoado por Ele, quando
verdadeiramente isso não acontece. Mas o tempo mostra sempre quem são aqueles
que andam com Deus.
- Tenho questionado
muito aqueles que querem se envolver nas obras da igreja. Querem tanto
participar, mas não tem nenhum compromisso com as orações. Desculpa, mas
sinceramente você não quer ser usado por Deus, pois se você desejasse tanto
isso estaria andando com Deus.
- Nos tempos de Noé
existiam outros homens que poderiam fazer uma arca, talvez alguns melhores
marceneiros que o próprio Noé, mas o texto que lemos nos afirma que era Noé que
andava com Deus.
- Quer ser usado por
Deus? Ande com Ele!
2º
Noé andou com Deus em meio a uma geração corrupta. Gênesis 6:5.
- Se você analisar a
história da sociedade nos tempos de Noé você perceberá que ela estava
corrompida. Sua iniqüidade, seus pecados chegaram a nível tão alto que Deus se
entristeceu ao ponto de se arrepender de ter criado a humanidade.
- Os tempos de Noé
foram tão corrompidos que se tornaram padrão de nível de pecado, e a pergunta
que surge é como aquele homem conseguiu manter-se andando com Deus?
- A sociedade de Noé
não era diferente da nossa, e aquilo que fez com que Noé continuasse a andar
com Deus é a mesma arma que devemos usar para nossas vidas hoje.
- O grande segredo de
Noé era ouvir somente a voz de Deus. Quantas vezes ele foi chamado de louco,
foi ridicularizado, por seguir a ordem de Deus. Noé não tinha tempo para ouvir
outras vozes, ele ouvia somente a voz de Deus.
- E hoje é essa a
postura que devemos ter perante essa geração corrupta, precisamos ouvir a voz
de Deus, e Ele ainda continua a falar conosco.
- A voz de Deus pode
ser ouvida através da leitura da Bíblia, do sermão pregado, da instrução
pastoral.
- Com freqüência vejo
crentes que não podem ver um profetazinho por ai, um irmãozinho que vem não sei
de onde, e abrem as portas de suas casas, abrem seus corações para tudo que
esses falsos profetas dizem. Cuidado! A voz de Deus ecoa pela boca dos
verdadeiros profetas, mas ela soa com maior força através das Sagradas
Escrituras.
- Deus algumas vezes
falará coisas a você que serão loucas, que não seguirão os padrões humanos, mas
se estivermos andando com Ele teremos certeza que Ele se responsabilizará por
suas ordens. Ele ordena, Ele se responsabiliza! Somente o homem espiritual
obedece a Deus sem restrições, pois ao andar com Deus aprendemos que podemos
confiar Nele.
- Como manter-me espiritual
no meio dessa geração corrupta? Andando com Deus, segurando firme na mão Dele,
como uma criança que não sabe atravessar uma avenida segurando firme na mão de
um Pai que não abandona.
3º
Noé andou com Deus e foi salvo por Ele. Gênesis 7: 17-24.
- A nossa salvação está
condicionada em alguns fatores:
A- No desejo de Deus.
- Deus precisa querer
nos salvar, e assim foi com Noé.
B- Na obra de Cristo.
- É por meio dela que
nossa salvação torna-se possível. Mesmo que você não creia nisso, essa verdade
não mudará.
C- Em nossa fé.
- Por meio da fé e não
por obras que somos salvos.
D- Em nosso andar com
Cristo.
- Você pode pensar que
é muito difícil então sermos salvos, mas a Bíblia nos diz que “Aquele que
começou a boa obra a de concluí-la”, portanto mantenha-se andando com Cristo e
deixe o carpinteiro de Nazaré polir sua vida.
4º
Noé andou com Deus e sua família foi abençoada por esse motivo. Gênesis 7:13/23.
- Perceba que a ordem
foi para Noé, mas toda sua família foi abençoada por sua obediência.
- Não estou querendo te
dar uma falsa esperança sobre a conversão de ninguém de sua família, mas
podemos afirmar categoricamente que o agir de Deus em sua vida trará diferença
em seu lar.
- Quando andamos com
Deus somos transformados por Ele, conseqüentemente nossas relações
interpessoais são transformadas. Quando andamos com Deus nosso temperamento é
transformado por Ele, como conseqüência nosso casamento ganha qualidade, nossa
relação com nossos filhos também.
- Talvez esteja
pensando eu tenho andado com Deus, mas meu marido não se converte, entenda que
o tempo não é seu, o meio de agir não é seu, cabe a você continuar a caminhar
com Deus.
- Seu marido não se
converte, veja seus filhos, o que Deus tem feito por eles, estão empregados,
estão na presença de Deus. Alguns ainda não se converteram em seu lar, olhe
para a diferença de quando você estava longe de Deus.
5º
Noé andou com Deus na condição que Deus proporcionou.
- A Bíblia não relata
que Deus fez Noé mais rico para que ele andasse com Deus. Mesmo depois da ordem
recebida, da obediência incondicional desse homem de Deus, o Senhor não o fez
mais rico.
- 1ª Corintios 7:17
afirma dessa maneira: “E assim
cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um como o Senhor o chamou. É o que
ordeno em todas as igrejas.”
- Muitos têm pensado em abandonar a Deus, pois pensam que suas vidas não
têm mudado em nada por andarem com Ele. Perceba que a promessa de Deus não é de
uma vida sem lutas e dificuldades e sim de salvação para sua alma.
- Aprenda a viver satisfeito com aquilo que o Senhor tem lhe
proporcionado. Se você serve a Deus por aquilo que pode te dar, por causa do
dinheiro, o seu Deus não deve ser Jeová, seu deus tem que ser mamom, o deus do
dinheiro.
- Precisamos aprender a vivermos satisfeitos, pois a antítese desse sentimento
produz pessoas amargas e infelizes.
- Você anda com Deus e está solteiro, louve ao Senhor, pois você tem
toda a oportunidade de viver em favor Dele. Você anda com Deus e paga aluguel,
agradeça, pois todo mês Ele tem te dado condições. Você anda com Deus e as
vendas não estão como você gostaria, entenda que estão do jeito que Ele quer.
- Perceba que alguns tem andado com Deus, mas estão
despercebidos. Em Lucas 24:13 os discípulos estão a caminho de Emaús, Cristo ressuscitado
aparece ao lado deles e não percebem isso. Eles estavam tristes, insatisfeitos
com o que havia ocorrido com o Messias, e por isso perderam um momento único em
suas vidas.
- Quando olhamos paras
as situações do nosso cotidiano esquecemos que Deus está conosco nessa jornada
terrena. Por isso quero lhe lembrar que mesmo que você esteja dentro de uma
fornalha, afundando em meios as ondas, se seu barco está indo a pique, não se
esqueça de que Deus não abandona quem anda com Ele.
Conclusão:
- Com quem você tem
andado? Se você não tem andado com Deus, nessa noite você pode fazer uma
escolha, você pode passar a andar com Ele.
- Talvez você tenha
abandonado a Deus no meio de sua jornada e tem achado que é possível andar
sozinho, não se engane! Ovelha sozinha caminha para o precipício. Volte a andar
com Deus!
-Por fim, você pode ter
dado alguns passos a frente de Deus, por isso pare, espere Ele dar o primeiro
passo e o acompanhe.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
A MORTE DO PÚLPITO NESTE MUNDO MODERNO
Por: Gutierres Siqueira
A MORTE DO PÚLPITO Nunca na história do protestantismo houve tanto desprezo pela pregação cristocêntrica
A igreja evangélica brasileira vive uma tragédia: a morte do púlpito. Nunca na história do protestantismo houve tanto desprezo pela pregação cristocêntrica, preparada com esmero e preocupada com a correta interpretação das Escrituras. O púlpito tem sido substituído pelo altar dos “levitas” ou para os ”sacrifícios” em dinheiro dos mercenários mercantilistas. A “pregação” da Palavra é, hoje, conceituada como qualquer um que sobe na plataforma e começa a falar ou gritar.
Talvez você, lendo esse texto, pense: - “Na minha igreja a pregação é sempre um espaço grande e recebemos visitas de diversos pregadores”. Esse artigo quer alertar que não basta um tempo grande para a pregação e nem que a plataforma esteja cheia de homens engravatados; antes é necessária a avaliação da qualidade dessa pregação. A pregação precisa ser avaliada, assim como fazia os cristãos bereanos, que por sua nobreza, comparam as homilias de Paulo com as Sagradas Escrituras.
Quais são as causas da “morte do púlpito” no evangelicalismo moderno?
A) Espiritualidade em baixa é igual à pregação sem qualidade.
A pobreza das pregações é evidente nesses últimos dias, pois isso é conseqüência direta da pobreza na vida cristã, pois como dizia Arthur Skevington Wood: “Leva-se uma vida inteira para preparar um sermão, porque é necessária uma vida inteira para preparar um homem de Deus”. Enquanto a espiritualidade da Igreja estiver em baixa, a pregação, por mais espiritual que ela pareça ser, não passará de palavras jogada ao vento. Não basta uma pregação erudita, mas a erudição deve ser acompanhada de contrição, humildade e oração, pois bem escreveu E. M. Bounds: “Dedique-se ao estudo da santidade de vida universal. Sua utilidade depende disso. Seus sermões duram não mais do que uma ou duas horas; sua vida prega a semana inteira.”
Hoje existem muitas igrejas que oram “bastante”, são campanhas atrás de campanhas, mas essas orações não passam de busca “dos próprios deleites” ou de “determinações” de bênçãos. Ora, a oração sem a busca da face de Deus é uma característica do evangelicalismo contemporâneo. Uma igreja que ora errado, logo terá pregadores pobres.
B) A falta de preparo para pregar.
Erudição, esmero e homilética não são inimigos da espiritualidade. Um mito vigente na igreja brasileira é que quem se prepara muito para pregar, terá uma pregação “não ungida”. Isso é mera desculpa de pregador preguiçoso. Você, leitor, já deve ter visto alguém dizer: - “Quando cheguei aqui não sabia o que ia pregar, mas assim que subi nesse altar o Espírito Santo me revelou outra Palavra” ou “Eu não preparo pregação, o Espírito de Deus me revela”… São frases irresponsáveis e brincam com o Espírito Santo, atribuindo a Ele sua preguiça de passar várias horas em estudo e oração para pregar a Palavra.
Hoje, pregar com esboço em papel é quase um pecado em muitas igrejas; alguns olham com “cara feia” para os que levam algo escrito em sua homilia. Será que não sabem que um dos sermões mais impactantes da história, foi literalmente lido pelo pregador. Esse sermão era “Pecadores na mão de um Deus irado”, que Jonathan Edwards pregou em 08 de Julho de 1741 na capela de Enfield. O biógrafo de Edwards, J. Wilbur Chapman , relatou:
Edwards segurava o manuscrito tão perto dos olhos, que os ouvintes não podiam ver-lhe o rosto. Porém, com a continuação da leitura, o grande audi tório ficou abalado. Um homem correu para a frente, cla mando: Sr. Edwards, tenha compaixão! Outros se agarra ram aos bancos, pensando que iam cair no Inferno. Vi as colunas que eles abraçaram para se firmarem, pensando que o Juízo Final havia chegado.[1]
C) Ter uma visão pragmática sobre a pregação.
Para muitos, uma pregação só é válida se houver resultados. As pessoas não querem saber se o conteúdo da pregação é biblico ou herético, mas preferem esperar pelos resultados propagados pelo pregador. A primeira motivação dos pragmáticos é buscar a praticidade, portanto o pragmatismo é casado com o imediatismo, onde tudo tem quer ser aqui e agora.
O conceito de pregação “ungida” é bem pragmática, pois para boa parte da comunidade evangélica, a boa pregação tem que envolver o emocional, nesse contexto nasce frases do tipo “crente que não faz barulho está com defeito de fabricação”. Se não houver choro, gritos, pulos ou outras manifestações “espirituais”, a pregação perde o seu valor para aos cristãos atuais.
Pregadores pragmáticos gostam de ver seus ouvintes interagindo exageradamente no culto. É constante dos pregadores mandarem as pessoas glorificarem e até falar em línguas. Nesses cultos a justificativa para essas ordens é que “quando a glória daIgreja sobe, a glória do céu desce”. Não há respaldo bíblico para esse tipo de pensamento que é passado como algo bíblico. A emoção e as experiências fazem parte da vida cristã, mas não devem normatizar a liturgia ou direcionar os crentes, pois os verdadeiros cristãos tem a Palavra de Deus, e somente Ela, como regra de fé e prática.
D) Pastor-professor X pregador-ator
Eis o dilema existente no evangelicalismo moderno. O pastor-mestre foi substituído pelo pregador-carismático-ator. O mestre que orientava a sua congregação nas Sagradas Letras, sendo um homem de estudos e contemplativo, era característico de piedosos servos de Deus, como Charles Spurgeon, Jonathan Edwards, D. L. Moody etc.
O púlpito tem sido morto pelo estrelismo de pastores-atores, que confundem a plataforma da igreja com um palco para entretenimento, são pessoas que pregam o que a congregação quer ouvir e fazem de seus carismas uma imposição de sua pessoa. Quem estuda a história da igreja, verá que os piedosos servos de Deus, da Reforma as Grande Despertamento do século 18, eram homens de grande interesse pela pregação expositiva, onde o texto fala por si só. A partir do século 19, os sermões são cada vez mais temáticos e os pregadores mais articulados no estrelismo.
O Movimento Pentecostal peca, e gravemente, em não valorizar os sermões bem preparados e articulados, ungidos pelo Espírito Santo, para edificação da congregação. Em uma piedade aparente, muito exaltam a ignorância como virtude, justificando os sermões artificiais, sem profundidade e recheados de chicles, modismos e até heresias.
A MORTE DO PÚLPITO Nunca na história do protestantismo houve tanto desprezo pela pregação cristocêntrica
A igreja evangélica brasileira vive uma tragédia: a morte do púlpito. Nunca na história do protestantismo houve tanto desprezo pela pregação cristocêntrica, preparada com esmero e preocupada com a correta interpretação das Escrituras. O púlpito tem sido substituído pelo altar dos “levitas” ou para os ”sacrifícios” em dinheiro dos mercenários mercantilistas. A “pregação” da Palavra é, hoje, conceituada como qualquer um que sobe na plataforma e começa a falar ou gritar.
Talvez você, lendo esse texto, pense: - “Na minha igreja a pregação é sempre um espaço grande e recebemos visitas de diversos pregadores”. Esse artigo quer alertar que não basta um tempo grande para a pregação e nem que a plataforma esteja cheia de homens engravatados; antes é necessária a avaliação da qualidade dessa pregação. A pregação precisa ser avaliada, assim como fazia os cristãos bereanos, que por sua nobreza, comparam as homilias de Paulo com as Sagradas Escrituras.
Quais são as causas da “morte do púlpito” no evangelicalismo moderno?
A) Espiritualidade em baixa é igual à pregação sem qualidade.
A pobreza das pregações é evidente nesses últimos dias, pois isso é conseqüência direta da pobreza na vida cristã, pois como dizia Arthur Skevington Wood: “Leva-se uma vida inteira para preparar um sermão, porque é necessária uma vida inteira para preparar um homem de Deus”. Enquanto a espiritualidade da Igreja estiver em baixa, a pregação, por mais espiritual que ela pareça ser, não passará de palavras jogada ao vento. Não basta uma pregação erudita, mas a erudição deve ser acompanhada de contrição, humildade e oração, pois bem escreveu E. M. Bounds: “Dedique-se ao estudo da santidade de vida universal. Sua utilidade depende disso. Seus sermões duram não mais do que uma ou duas horas; sua vida prega a semana inteira.”
Hoje existem muitas igrejas que oram “bastante”, são campanhas atrás de campanhas, mas essas orações não passam de busca “dos próprios deleites” ou de “determinações” de bênçãos. Ora, a oração sem a busca da face de Deus é uma característica do evangelicalismo contemporâneo. Uma igreja que ora errado, logo terá pregadores pobres.
B) A falta de preparo para pregar.
Erudição, esmero e homilética não são inimigos da espiritualidade. Um mito vigente na igreja brasileira é que quem se prepara muito para pregar, terá uma pregação “não ungida”. Isso é mera desculpa de pregador preguiçoso. Você, leitor, já deve ter visto alguém dizer: - “Quando cheguei aqui não sabia o que ia pregar, mas assim que subi nesse altar o Espírito Santo me revelou outra Palavra” ou “Eu não preparo pregação, o Espírito de Deus me revela”… São frases irresponsáveis e brincam com o Espírito Santo, atribuindo a Ele sua preguiça de passar várias horas em estudo e oração para pregar a Palavra.
Hoje, pregar com esboço em papel é quase um pecado em muitas igrejas; alguns olham com “cara feia” para os que levam algo escrito em sua homilia. Será que não sabem que um dos sermões mais impactantes da história, foi literalmente lido pelo pregador. Esse sermão era “Pecadores na mão de um Deus irado”, que Jonathan Edwards pregou em 08 de Julho de 1741 na capela de Enfield. O biógrafo de Edwards, J. Wilbur Chapman , relatou:
Edwards segurava o manuscrito tão perto dos olhos, que os ouvintes não podiam ver-lhe o rosto. Porém, com a continuação da leitura, o grande audi tório ficou abalado. Um homem correu para a frente, cla mando: Sr. Edwards, tenha compaixão! Outros se agarra ram aos bancos, pensando que iam cair no Inferno. Vi as colunas que eles abraçaram para se firmarem, pensando que o Juízo Final havia chegado.[1]
C) Ter uma visão pragmática sobre a pregação.
Para muitos, uma pregação só é válida se houver resultados. As pessoas não querem saber se o conteúdo da pregação é biblico ou herético, mas preferem esperar pelos resultados propagados pelo pregador. A primeira motivação dos pragmáticos é buscar a praticidade, portanto o pragmatismo é casado com o imediatismo, onde tudo tem quer ser aqui e agora.
O conceito de pregação “ungida” é bem pragmática, pois para boa parte da comunidade evangélica, a boa pregação tem que envolver o emocional, nesse contexto nasce frases do tipo “crente que não faz barulho está com defeito de fabricação”. Se não houver choro, gritos, pulos ou outras manifestações “espirituais”, a pregação perde o seu valor para aos cristãos atuais.
Pregadores pragmáticos gostam de ver seus ouvintes interagindo exageradamente no culto. É constante dos pregadores mandarem as pessoas glorificarem e até falar em línguas. Nesses cultos a justificativa para essas ordens é que “quando a glória daIgreja sobe, a glória do céu desce”. Não há respaldo bíblico para esse tipo de pensamento que é passado como algo bíblico. A emoção e as experiências fazem parte da vida cristã, mas não devem normatizar a liturgia ou direcionar os crentes, pois os verdadeiros cristãos tem a Palavra de Deus, e somente Ela, como regra de fé e prática.
D) Pastor-professor X pregador-ator
Eis o dilema existente no evangelicalismo moderno. O pastor-mestre foi substituído pelo pregador-carismático-ator. O mestre que orientava a sua congregação nas Sagradas Letras, sendo um homem de estudos e contemplativo, era característico de piedosos servos de Deus, como Charles Spurgeon, Jonathan Edwards, D. L. Moody etc.
O púlpito tem sido morto pelo estrelismo de pastores-atores, que confundem a plataforma da igreja com um palco para entretenimento, são pessoas que pregam o que a congregação quer ouvir e fazem de seus carismas uma imposição de sua pessoa. Quem estuda a história da igreja, verá que os piedosos servos de Deus, da Reforma as Grande Despertamento do século 18, eram homens de grande interesse pela pregação expositiva, onde o texto fala por si só. A partir do século 19, os sermões são cada vez mais temáticos e os pregadores mais articulados no estrelismo.
O Movimento Pentecostal peca, e gravemente, em não valorizar os sermões bem preparados e articulados, ungidos pelo Espírito Santo, para edificação da congregação. Em uma piedade aparente, muito exaltam a ignorância como virtude, justificando os sermões artificiais, sem profundidade e recheados de chicles, modismos e até heresias.
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