terça-feira, 26 de abril de 2011

Diante do Trono formador de analfabetos Bíblicos!




Irmãos leitores do blog sou sincero quando falo que não era minha intenção escrever nada sobre o 12º congresso de louvor da igreja da lagoa pequena, decidi deixar para outros irmãos que tem lutado por uma igreja Bíblica, usando como meio a internet, porém não deu para segurar depois de ver esse vídeo.
Não vou comentar nenhuma das bizarrices que aconteceram durante todo esse vídeo, como por exemplo, a queda e o balançar da ex-juba do leão (minuto 06:52) nem da moça que perdeu o controle nesse mesmo minuto do vídeo, mas quero destacar a HERESIA do “Junior” (rapaz que imita o A.V).
A partir do minuto 09:00 do vídeo o rapaz começa a ministrar e afirma que os discípulos foram batizados com o Espírito Santo em Atos 2 no momento em que Jesus era glorificado. Meu Deus, um analfabeto bíblico guiando outros analfabetos que gritam e vibram com algo que é contrário as Escrituras.
Você acha que estou exagerando? Leia Atos 1:6-9, observe os versículos 09 Jesus sobe as alturas chegando lá e imediatamente foi glorificado. O versículo 12 “Então eles voltaram para Jerusalém”, é somente ler até o inicio do capítulo 2 e você perceberá que passaram alguns dias, no mínimo 10 dias, pois o versículo 3 diz que Jesus passou 40 dias, e Atos 2:1 diz que ao completar-se o dia de pentecoste (50 dias).
Uma geração cega guiando outros cegos.
E agora valadetes o que você dirão? Eu estou perseguindo, criticando? Não! Eles mesmos se condenam!

AQUI CREMOS E ENSINAMOS A BÍBLIA, NÃO BIZARRICES!

SOLA GRATIA.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O QUE É A IGREJA?Mateus 16:13-20



Mensagem Domingo 17/04/11 (Igreja Cristã Reforma e Carisma)

O que é a igreja? Nesses dias em que vivemos poderíamos encontrar muitas respostas possíveis. Alguns diriam que a igreja é o edifício, outros afirmariam que é determinada denominação, porém a definição correta para a “igreja” é encontrada na palavra de Deus. Vejamos:
A-   A igreja é a única instituição que o Senhor prometeu edificar e abençoar. (Mt. 16:18)
B-   A igreja é o lugar dos verdadeiros adoradores. (Fp. 3:3)
C-   A igreja é a reunião mais preciosa sobre a terra, uma vez que Cristo a adquiriu com seu próprio sangue. (Atos 20:28)
D-   A igreja é a expressão terrena da realidade celestial. (Mt. 6:10)
E-   A igreja é quem proclama e protege a verdade divina. (1 Tm. 3:15)
F-   A igreja é a plataforma de lançamento para a evangelização do mundo. (Mc. 16:15)
Nessa noite quero meditar em alguns características que da igreja de Cristo.
1º A igreja é formada por aqueles que Cristo chama. Mateus 16:18
Jesus usa a palavra “eclesia” para designar a palavra igreja. Essa palavra vem do grego e significa “chamados para fora ou convocados para fora”
A igreja, portanto é a reunião daqueles que foram convocados por Cristo. È o povo escolhido ou selecionado. Pedro em sua primeira epístola cita essa verdade assim: Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” ( 1 Pe. 2:9)
Somos chamados por Cristo, para vivermos em Cristo e em favor de Cristo. Nossa vida pertence a aquele que nos chamou, nos arregimentou.
Essa realidade tem sido esquecida freqüentemente por alguns cristãos, pois continuam a viver conforme o que o mundo diz. Se fizermos parte do corpo de Cristo, então “somos chamados para fora”, para fora desse mundo pecaminoso.
Paulo afirma essa verdade em Efésios 2:1-10, Leiamos.
O Senhor Jesus te aceita da maneira que você está, mas Ele não aceita que você permaneça da maneira que veio por isso, você terá que abandonar as práticas mundanas se você deseja estar dentro da igreja.
2ª A igreja têm sua origem divina. Mateus 16:18.
Algumas pessoas advogam que foi Pedro que estabeleceu a igreja, outros defendem que foi o apóstolo Paulo, ambos estão errados, pois a igreja foi instituída pelo próprio Deus. Foi o próprio Cristo que afirmou isso.
A igreja não é uma idéia humana, um clube social para reunião de pessoas, a igreja é uma instituição vinda do céu.
Por ser criada por Deus a igreja é perfeita, pois o que procede de Deus e tudo aquilo que procede do Pai somente pode ser perfeito. A igreja é perfeita, porém é formada por pessoas imperfeitas, e é essas que o Senhor Jesus chama para fazer parte dela.
A igreja é formada por pessoas doentes, feridas, cansadas, marcadas por seus pecados, por isso que encontramos muitas dificuldades dentro da igreja, mas foi assim que o Senhor nos chamou, pois é na igreja que ele irá nos consertar.
Ele mesmo afirma: “Vinde a mim todos que estão cansados”, e ainda  “Eu não vim para são, mas para os enfermos”
3ª A igreja é propriedade de Jesus. Mateus 16:18.
Jesus Cristo usa o pronome possessivo: “Edificarei a minha igreja” (v.18). a Igreja é de Jesus por criação e por resgate. Quando Pedro foi interrogado por Jesus, a recomendação tríplice de Jesus foi: “Apascenta os meus cordeiros”, “pastoreia as minhas ovelhas” e “apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21.15-17).  A ênfase de Jesus é de que os cordeiros e as ovelhas são suas. Nenhuma pessoa ou instituição tem o direito de se apropriar das ovelhas de Cristo. “o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2.14). a ênfase de Paulo é “um povo exclusivamente seu...”
A igreja é propriedade de Jesus, pois foi comprada com o seu sangue.
4ª A igreja é indestrutível. Mateus 16:18.
Jesus diz: “ E as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Nada poderá destruir ou prevalecer contra a igreja de Jesus. ““As portas do inferno” indicam que nem mesmo a morte poderá destruir o povo de Deus”.
Aqueles que se levantam contra a igreja de Deus não conhecem as Sagradas Escrituras, pois a palavra diz que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem potestades, nem coisas do presente ou do porvir poderão nos separar do amor de Deus.
Não podemos fechar os olhos para a verdade de que satanás tem se levantado contra a igreja mesmo antes dela ser fundada na terra. Desde o Édem ele tem tentado destruir esse projeto divino. São perseguições, mortes, sofrimentos, esfriamento espiritual, porém nada disso irá prevalecer, tudo isso passará, mas a igreja prevalecerá sobre todos esses infortúnios.
5ª A autoridade da Igreja é Espiritual.
Jesus afirma: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra será ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus” (v 19). A Igreja de Jesus exerce a autoridade espiritual sobre os seus membros, disciplinando-os e corrigindo-os espiritualmente. O fundamento da autoridade está na Palavra de Deus, norma de fé e pratica do cristão e da Igreja. É por isso que os reformadores defenderam a separação da Igreja do Estado. O governo que a igreja exerce sobre os seus membros é de natureza espiritual.
6ª A igreja verdadeira é aquela que prega e vive a Palavra de Deus.
Qual a denominação verdadeira? Qual é a certa? A resposta para isso é esta: Aquela que vive e prega a palavra.
O que temos encontrado hoje são pessoas que não querem viver a Bíblia ou somente vivem aquilo que lhes agrada.
A Bíblia não nos dá essa opção, nós devemos obedecê-la como ela é.

Fontes: Revista SOCEP VOLUME 17

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Resposta ao Pr. Ciro Sanches Zibordi


Essa postagem é uma resposta ao artigo de Ciro Sanches Zibordi, que ele intitulou: Oque é o Batismo com o Espírito Santo e com fogo?, onde o autor faz uma análise de Mateus 3:11 e Lucas 3:16. Sua análise é na base do “chutometro”, desconsiderando o uso de uma boa hermenêutica. Em seu blog pessoal CSZ (Ciro Sanches Zibordi) infla seu ego com os elogios de seus leitores, mas quando questionado sobre suas posições costuma fugir com respostas evasivas, daquelas do tipo “eu não estou aqui para debater”. Por esse motivo me propus a escrever esse artigo demonstrando seu erro hermenêutico, e não somente dele, mas de outros que ferem a boa hermenêutica em defesa de seus  “achismos”.
O professor Ciro afirma que não podemos fazer uma distinção em batismo com o Espírito e com fogo. Ele diz que a expressão aponta para uma mesma verdade que se cumpriu em Atos 2.
Vejamos os problemas dessa interpretação:
1º Afirmar que o Batismo com o Espírito Santo e com fogo é a mesma coisa é desconsiderar o contexto imediato do texto. Qualquer tentativa de interpretação que desconsidera os versículos anteriores e posteriores tem sua base falha. Lucas 3:17 afirma que o fogo jamais apaga, e ainda que a palha será lançada nesse fogo. Afirmar que esse texto se refere a Atos 2 é dizer que até os incrédulos foram batizados com o Espírito Santo.
2º CSZ afirma que a palavra fogo têm muitos significados dentro das Escrituras, e sua afirmativa é verdadeira, porém como podemos descobrir qual o significado pretendido pelo autor para determinada palavra? Simplesmente olhando o contexto, e assim chegamos a conclusão que a palavra fogo tanto em Mateus 3 e Lucas 3 se refere ao juízo.
3º CSZ desconsidera o texto de Atos 1:5 onde Jesus não cita em nenhum momento o fogo.
4º CSZ desconsidera o modo de profetizar do Antigo Testamento onde o profeta sempre pronunciava uma benção e um juízo na mesma profecia, e João Batista seguindo esse modelo pronuncia uma benção (batismo com o Espírito) e um juízo (batismo com fogo).
5º O fato de Pedro afirmar que Atos 2 é um cumprimento de Joel 2 lança mais um pouco de luz no assunto, pois sabemos que Joel pronuncia um profecia que tem cumprimento duplo, parte se cumpriu em Atos, mas a outra parte, a saber o juízo, ainda está por se cumprir.
Não é nada pessoal contra o Pastor Ciro S. Zibordi, porém fugir do debate teológico não é uma postura para alguém que se considera tão superior.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Calvinista, graças a Deus!

Por Leonardo Gonçalves

Calvinismo é o nome que popularmente se dá à formulação teológica que se preocupa por enfatizar a glória de Deus e sua soberania sobre os assuntos humanos em toda a sistemática doutrinária. Recebe este nome por causa do reformador francês João Calvino, o primeiro grande sistematizador da teologia cristã protestante. O que muitos ignoram, no entanto, é que Calvino não foi o “inventor” do calvinismo. A doutrina que envolve a soberania de Deus sobre os assuntos humanos, a predestinação do homem para a salvação e, conseqüentemente, para a condenação, a total pecaminosidade do homem não-regenerado que o impede de dar qualquer passo em direção a Deus, a negação do livre-arbítrio como fator soteriológico, tudo isso já era pregado por Lutero e os outros reformadores. Esta doutrina também era ensinada pelos pais primitivos, e muito especialmente nos escritos de Agostinho, bispo de Hipona, depois canonizado pela igreja católica. Enfim, a doutrina calvinista sempre existiu, embora com outros nomes, porque ela é bíblica e encontra suas bases mais sólidas nas sublimes afirmações de Jesus e do apóstolo Paulo.

Tal é a superioridade e o bibliocentrismo da teologia calvinista, que o grande pregador Charles Spurgeon chegou a afirmar que “calvinismo é apenas outro nome para evangelho”. De fato, nenhuma teologia posterior a ela conseguiu superá-la no que diz respeito à fidelidade doutrinária. Não é por casualidade que ela era crida e ensinada por grandes mentes do protestantismo, tais como Jonathan Edwards, Charles Haddon Spurgeon, e por célebres missionários como William Carey e Hudson Taylor. Ao longo dos anos a doutrina calvinista foi questionada, primeiro por James Armínio e seus discípulos, e ainda hoje é atacada por muitos, entre os quais se encontram principalmente os arminianos, os teólogos relacionais e liberais, mas jamais houve um momento da história eclesiástica esta doutrina deixou de ser crida e pregada.

Ainda me lembro do primeiro debate que tive com um calvinista. Naquela época eu tinha recém saído de um seminário pentecostal, onde havia sido bem instruído no arminianismo. Lá tinham me ensinado (sutilmente) que o calvinismo é uma grave heresia e uma desculpa para viver uma vida sem santidade ou temor. Lembro daqueles acalorados debates, dos quais eu sempre saia cheio de dúvidas (Dúvidas que pouco a pouco foram se convertendo em certezas opostas àquelas que eu tinha sustentado naqueles primeiros anos). Jamais me esquecerei do dia em que este amigo e debatedor me emprestou um exemplar em espanhol da “Carta de João Calvino ao Rei da França: Instituição da Igreja Cristã” . Que experiência maravilhosa ler aquele livro! Somente um livro despertou em mim mais prazer e curiosidade que aquele; a Bíblia Sagrada, no qual aquele volume estava respaldado.

Após isso voltei ao Brasil. Na viagem, eu lutava contra aquela “nova crença” que estava querendo brotar no meu coração. Ao chegar, me matriculei no curso de mestrado em teologia (livre). Para obter o título, escrevi uma tese de 200 páginas sobre aquilo que os filósofos chamam de “o problema do mal”. Em resumo, a tese se baseava no livre-arbítrio do homem, e era uma negação disfarçada do calvinismo, a grave heresia da qual me apaixonei na minha primeira estadia no país dos Incas. O problema é que quanto mais eu buscava pelo livre arbítrio, mas eu encontrava o designo de Deus. Terminei a dissertação, me graduei, mas o coração estava apertado, pois era a primeira vez que eu defendia uma crença incompatível com as minhas convicções.

Foi então que me falaram de um livro fantástico: “Eleitos, mas Livres”, do renomado apologista cristão Norman Geisler. Aparentemente, era tudo o que eu precisava naquele momento: Um argumento que conciliasse a liberdade humana absoluta e a eleição de Deus, cujo proponente era um dos maiores apologetas da atualidade. Mas a leitura deste livro foi um placebo, e seu efeito durou apenas alguns meses. Nessa época eu ensinava teologia sistemática no seminário da minha igreja, e pela primeira vez ensinei o calvinismo e o arminianismo ao mesmo tempo, incluindo no final da exposição aquilo que eu chamava de “cosmovisao conciliadora”. Que fiasco! Mais fácil me teria sido conciliar água e óleo.

Durante a leitura de “Eleitos, mas livres”, tive grande curiosidade de conhecer mais sobre o R.C. Sproul e o tal livro “Eleitos de Deus”, a quem Norman Geisler aparentemente refutava. Na verdade, a leitura daquele livro se impunha como uma questão de justiça: Eu precisava dar uma oportunidade também ao R.C. e o seu livro antes de tirar minhas conclusões. Até então, tudo o que eu tinha deste autor era um pequeno livro chamado “Filosofia para Iniciantes”, que ocupava um lugar secundário na minha parca biblioteca. Pois bem; bastou iniciar a leitura para o meu pesadelo recomeçar, porém agora o efeito que esta crença teria sobre mim seria decisivo. Acabei a leitura perplexo do “biblismo” do autor, o qual diferente de Norman Geisler, não apelava todo tempo para silogismos da razão humana, mas sempre recorria ao texto bíblico para elucidar suas questões. Ao terminar a leitura, eu estava “quase calvinista”.

Neste ponto, decidi trilhar meu próprio caminho. Separei um tempo para estudar sistematicamente a carta de Paulo aos Romanos, o maior tratado soteriológico já escrito. Decidi esvaziar ao máximo dos meus pressupostos, a fim de encarar o texto bíblico e as implicações a que ele me levasse. Em oração, passeei pelos primeiros capítulos e fiquei assombrado diante da total incapacidade humana. A frase “não há quem busque a Deus” ficou ecoando no meu coração durante muitos dias. Ali eu me vi morto em pecado, incapaz de buscar ao meu Senhor por mim mesmo, ou pelo meu livre arbítrio. Que terrível destruição causou o pecado! Os capítulos seguintes me conscientizaram da oferta gratuita de Deus, a salvação, a qual – agora eu entendia – era um bem eterno e irrevogável. Segui em meu estudo por alguns dias, e encontrei finalmente a visão da soberania de Deus, tanto sobre o destino das nações, quanto sobre os indivíduos. Um oleiro que tem absoluto poder sobre os vasos, inclusive para fazer uns para honra e exercer sobre eles misericórdia justa (estribada na justiça de Cristo); como para fazer outros para desonra e ira, e demonstrar sobre eles sua justiça penalizadora (estribada na sua santidade). Finalmente, entendi que “não depende de quem corre, mas de Deus que tem misericórdia”.

Após esta leitura fiz uma busca por toda bíblia, a qual sempre me dirigia a esta mesma verdade: A de que o homem nada pode fazer pela sua salvação, de que Deus os chama como um ato soberano e glorioso e de que o “livre-arbítrio” está dominado por uma perversa natureza que é incapaz de exercer impulso soteriológico positivo. Permanece, no entanto, alguns questionamentos de outrora. Na verdade, depois de algum tempo me dei conta de que algumas questões realmente não possuem explicação lógica. Entendi que o paradoxo é essencial ao cristianismo, uma vez que o cristianismo é um ato de fé. Mas não busco justificar a Deus por punir o pecado com um inferno eterno, tal como muitos pretensos apologistas fazem. Apenas repito ao meu coração que as ações de Deus são justas (como de fato, são) e toco o meu barco. Reconheço que o calvinismo, à principio, é uma doutrina amarga, principalmente para aqueles que foram instruídos no “melhor” do arminianismo e do pentecostalismo. No entanto, não me convém modificar uma doutrina bíblica apenas pelo sabor que ela proporciona ao meu paladar. Nem os meus gostos, nem meus preconceitos ou mesmo a minha justiça humana pode definir uma doutrina bíblica. “À lei e ao testemunho!”. Sola Scriptura!

Reconheço que meu calvinismo carece de mais robustez. No entanto, o conhecimento que hoje tenho dele não traz mais nenhum sabor amargo. Graças ao “calvinismo” (leia-se: sistematização do evangelho de Jesus), pude finalmente descansar na graça de Deus. Não fiquei mais pecador por isso. Não evangelizo menos depois que entendi que a salvação está ligada a uma eleição feita na eternidade. Não oro menos depois que descobri que “estou salvo para sempre”. Antes, a segurança da salvação me faz imensamente grato, e é esta gratidão e amor que me oferecem combustível para uma vida de temor e piedade. Desde que atribuí toda a glória a Deus por minha salvação, não confiando mais na “obra do meu arbítrio”, passei a ser mais humilde, pois entendi que tudo, absolutamente tudo de bom, é um presente de Deus.

Entendo que Deus tem interesse que seus filhos conheçam a verdade sobre a sua salvação, e que por isso ele mesmo me guiou neste processo. E cada vez que alguém questiona: “Você é calvinista?”, respondo com alegria: “Sou calvinista, GRAÇAS A DEUS”. Sim, graças a Deus!

Soli Deo Gloria.
***
Piura, Verão de 2011
Fonte: Púlpito Cristão.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

LOBO EM PELE DE CORDEIRO!


        Antes de citar tais características expliquemos o termo popstor: Pastor, televisivo, que faz chapinha, usa lente de contato, gosta de se aparecer em mega eventos, gosta de uma autopromoção, e além de tudo é herege.Se seu popstor não apresenta as características abaixo , chuta que é laço porque isso é lobo em pele de cordeiro.
A-    Seu ensino não tem origem no pecado. ( 2:3)
B-     Não é impulsionado por motivos impuros. ( 2:3)
C-     Tem intenções verdadeiras. ( 2:3)
D-    Apresenta aprovação divina.  ( 2:4)
E-     Sem desejo de agradar aos homens.  ( 2:4)
F-      Sem a utilização de linguagem bajuladora.  ( 2:5)
G-    Nem artimanhas gananciosas.  ( 2:5)
H-    Com abnegação.  ( 2:6-9)
I-       Com toda integridade.  ( 2:10)
J-       Como pai.  ( 2:11)
K-    Apresentando um testemunho pessoal.  ( 2:12)

SOLA GRATIA!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sem Palavras!

Não existem palavras para esse momento  que passam as famílias e as demais vítimas do ocorrido no Rio de Janeiro, nenhuma frase, nenhum consolo.
Hoje eu escreveria mais uma postagem nesse blog, mas não dá, não faz nenhum sentido. Estarei orando com minha igreja hoje por aqueles que nesse momento choram por seus filhos.

SOLA GRATIA!

domingo, 3 de abril de 2011

TEOLOGIA DA PALAVRA.

 
Teologia só é possível porque Deus se revelou. A revelação especial é o ato divino pelo qual Deus se torna conhecido de forma redentora ao homem decaído. Sem a revelação, Deus jamais seria conhecido, pois a natureza de Deus é tão diferente da dos homens, que os homens jamais conseguiriam descobrir qualquer coisa de Deus por si mesmos.

A revelação especial, que deve ser distinguida da revelação geral,1 concentra-se na revelação do plano redentor de Deus. É possível identificar a revelação especial com a Bíblia. Nesse estudo, consideraremos quatro características da Bíblia como revelação especial, tendo sido inspirada por Deus.

O primeiro aspecto é que a revelação registrada na Bíblia é progressiva. O que se quer dizer com isto é que tudo o que está escrito na Bíblia, não foi revelado e registrado em um único momento, mas, foi revelado e registrado progressivamente. Deus usou diversas pessoas em diversas épocas para registrar o que está na Bíblia, pois ele não revelou tudo de si de uma única vez apenas. De certa forma, Gênesis 1.1 é o resumo de toda a Bíblia, pois contém embrionariamente tudo o que foi explanado depois, mas, Deus não revelou tudo de uma única vez. Ao longo da história, Deus foi oferecendo cada vez mais conhecimento de si mesmo aos homens. Disto decorre que é preciso entender o significado como um todo, em toda a Escritura, entendendo que muitas coisas que não estão claras a princípio, serão esclarecidas depois. Isso pode ser visto nas várias ministrações da Aliança divina, que embora seja uma só, foi renovada em momentos subsequentes, e elementos novos foram acrescentados, que revelaram mais do caráter divino e de seu plano redentor.

O segundo aspecto a ser considerado em relação à revelação especial que foi registrada na Bíblia é que o processo de inspiração se deu de forma orgânica. A inspiração orgânica não diz que a Bíblia é exclusivamente humana e nem exclusivamente divina, mas que é divina e humana ao mesmo tempo. O Espírito Santo usou homens como organismos vivos e não como meras máquinas. Deus não ditou palavras para serem escritas, e nem simplesmente os homens tiveram “elevações” que registraram. Deus agiu no ser humano usando todos os recursos pessoais, superintendendo a todo o processo, de modo a garantir a veracidade absoluta dos escritos. Assim, esses escritos podem ser considerados humanos, porque foram produzidos por homens, e também divinos, porque foram dirigidos pelo Espírito Santo. O Espírito usou um homem da corte como Isaías, um boiadeiro como Amós, um músico como Davi, um sábio como Salomão, um general como Josué, um homem formado na corte egípcia como Moisés, um pescador como Pedro, um erudito como Paulo, um médico como Lucas ou um cobrador de impostos como Mateus. Em cada texto, o estilo pode ser diferente um do outro, mas o resultado final é o mesmo. O Espírito fez uso das faculdades humanas, adequando-as, para que o produto final, embora contendo traços do perfil humano, fosse a exata expressão da vontade de Deus. Deus usou os recursos humanos, como por exemplo, a capacidade de pesquisa, o raciocínio, a arte ou a musicalidade de uma pessoa, mas, superintendeu a todo o processo a fim de que Sua Vontade fosse expressamente revelada. Há uma ideia de cooperação, pois Deus age no homem, dirigindo-o, controlando-o, como que energizando-o, de tal forma que, como Seu instrumento, ele fica acima de si mesmo, pois escreve algo que nunca conseguiria sozinho, permanecendo debaixo da direção de Deus. Deus fala a mesma coisa de forma diferente e por autores diferentes. O produto final é sua palavra inspirada e infalível. Essa é a concepção conservadora de Inspiração.

O terceiro aspecto a ser destacado é que as Escrituras, como registro inspirado da revelação de Deus, são infalíveis. Quando se fala que a Bíblia é infalível, se quer dizer que em tudo o que a Bíblia ensina, seja religioso, moral, social ou físico, ela é absolutamente verdadeira e livre de erros (Sl 119.142, 160; Pv 30.5-6; Mt 5.17-20; Jo 10.34-35; 17.17). Não significa que a Escritura diga toda a verdade sobre tudo o que ensina, mas que em tudo o que ensina ela diz a verdade. Muitos defendem uma infalibilidade limitada (“Inspiração Parcial”). Desta forma a Escritura seria infalível apenas em assuntos de fé e prática; nos demais poderia ter falhas. Porém, como acreditar que ela possa falar a verdade sobre um assunto e mentir sobre o outro? Além disso, dessa forma a base histórica da salvação poderia ser retirada (2Tm 3.16; Sl 12.6; Sl 119.96; Rm 15.4).

A infalibilidade da Bíblia, entretanto, não exige que ela use linguagem científica em suas afirmações. A linguagem da Bíblia é a linguagem do homem comum. Neste sentido a Bíblia diz que o Sol gira ao redor da terra, que o vento sopra, e outras afirmações fenomenológicas, ou seja, que podem ser vistas da perspectiva comum. Deve ser entendido que a Bíblia não pretende ser um compêndio de química, física ou geografia, e, portanto, ela não tem a necessidade de se apegar às linguagens próprias destas ciências.

A quarta e conclusiva característica das Escrituras é que elas são suficientes. Não há outra fonte onde o cristão possa achar orientações infalíveis para sua vida. Desde sua fundação, a Igreja Romana sustenta outra fonte de autoridade em pé de igualdade com a Escritura: A tradição. O catolicismo entende que a igreja originou a Bíblia e não a Bíblia originou a igreja, e, portanto, entre as duas, a igreja tem a prioridade. Esta é a base para defender muitas doutrinas que foram criadas pelos concílios católicos, ainda que não tenham embasamento na Escritura. A Reforma disse não à teoria da dupla autoridade. No pensamento Reformado, a Escritura tem a primazia.

Esta questão de outra fonte de autoridade continua sendo um problema nos dias atuais, mas não apenas para Roma, como também para os evangélicos. E nem é preciso pensar em casos extremos como o dos Mórmons, que sustentam outro livro como fonte de autoridade, pois o subjetivismo evangélico coloca a autoridade no “Deus me falou”. Às vezes quando crentes conservadores dizem que nada além da Bíblia é necessário para o crescimento espiritual, são taxados de “frios” e insensíveis à atuação do Espírito. Mas é a própria Bíblia quem afirma esta suficiência. Paulo escreveu a Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17). De acordo com este texto, tudo o que uma pessoa precisa para chegar ao nível espiritual máximo nesta vida, pode ser encontrado na Escritura. Portanto, a Escritura é suficiente.

Todas essas considerações devem levar o estudante de teologia a uma atitude de reverência para com a Bíblia. Não podemos nos aproximar dela como juízes, e sim como servos. Estudar a Escritura precisa ser fonte de vida devocional e aprimoramento do relacionamento espiritual com Deus. O Deus das Escrituras é o Deus que deseja estreitar o relacionamento da Aliança com o seu povo. Ele se revelou nessas antigas páginas porque deseja que o conheçamos melhor, e para que o amemos com mais intensidade. Ao estudarmos essas “sagradas letras”, podemos ter a certeza de que estamos nos aprofundando em algo não apenas sagrado, mas confiável, e que pode aumentar a nossa sabedoria e o nosso vigor espiritual.


1. Revelação Geral, que também é chamada de revelação natural, diz respeito à revelação que Deus faz de si mesmo e que pode ser vista na natureza, na maneira como Deus conduz a história e na própria constituição do ser humano. O propósito desta revelação não é redentivo, mas demonstrar a glória de Deus como criador (Ver Sl 19.1-6; Rm 1.18-32). A Escritura diz que os “céus proclamam a glória de Deus” (Sl 19.1), e que Deus revelou sua divindade e atributos através das coisas que foram criadas (Rm 1.20). Portanto, a criação é a uma forma de Deus manifestar sua existência e sua glória para as pessoas. No entanto, devemos observar que a Revelação Natural  é sempre Sobrenatural no sentido que parte sempre deliberadamente de Deus.

AUTOR: Leandro Antonio de Lima.
FONTE: Blog Novo Calvinismo.

***Leandro Antonio de Lima é autor da excelente obra "O futuro do Calvinismo"