Porque deveríamos
estudar o Sermão do Monte? Porque estudar essa passagem que talvez por muitos
já tenha sido lida e relida? A resposta está no próprio momento em que a igreja
está envolvida. A igreja hodierna está mergulhada na superficialidade e
atentarmos para essa realidade não é o suficiente, mas precisamos ir além desta
constatação. Faz-se necessário identificarmos os motivos que levaram a igreja a
esse estado deplorável. Não seja cego, a igreja não vai bem! O cenário fica
mais gritante quando percebemos que as pessoas estão tão mergulhadas nesse
panorama que já não percebem como a Eclésia vai mal. Qual o motivo? Vejamos:
A- A igreja se afastou das
Escrituras.
A
igreja mudou sua atitude para com as Escrituras. Nos primórdios encontramos
referencias que afirmam que a igreja vivia segundo aquilo que lhe havia sido
transmitida por Cristo e por seus apóstolos. (I Cor. 11:23/ Atos 2:42). O
liberalismo teológico, a neo-ortodoxia, fizeram que a Bíblia perdesse seu
valor. Disso surge então os movimentos que enfatizam muito mais as experiências
pessoais, místicas do que a própria Escritura. Isso é fácil perceber quando
analisamos que atitudes como “andar como leão”, “sapatear”, “cair no espírito”
são mais valorizados do que um estudo sério das Escrituras. Talvez isso
aconteça por que, “andar como leão”, “sapatear”, “cair no espírito”, não exige
mudança de atitude, mas conhecer a Bíblia sim.
Martyn
Lloyde Jones, pastor inglês afirmou assim: “Não podemos depender exclusivamente das
experiências subjetivas, porquanto existem maus espíritos tanto quanto existem
espíritos bons; e também há experiências espúrias. Na Bíblia, portanto, é onde
encontramos nossa única autoridade.”
B- Os crentes quando se
aproximam das Escrituras estão armados com suas próprias teorias.
Com
freqüência encontramos pessoas que aprenderam errado ou deduziram de forma
errônea os ensinos das Escrituras, e para elas é um choque quando são
confrontadas com as verdades da Bíblia.
Muitos
têm se aproximado da Palavra de Deus com tantos pré-conceitos que por mais que
o próprio Deus descesse para lhes ensinar algo novo não aprenderiam. Precisamos
nos desarmar, o que entendo que seja muito difícil, antes de nos aproximarmos
da Bíblia.
C- A igreja desconsiderou
o uso do Sermão do Monte como parâmetro para sua jornada terrestre.
Sobre
esse maravilhoso sermão de Cristo, a igreja tem apresentado duas posições que
desmerecem a profundidade e importância dessa prédica do Messias. A primeira
afirma que esses preceitos apresentados no monte somente serão praticados no
reino milenar de Cristo, tal afirmação somente pode ser considerada como
ridícula, pois desconsidera que Jesus estava dando esses preceitos a discípulos
reais (Mt 5:1), ou seja, que estavam naquele momento com Ele. Além disso, tal
proposição não desconsidera que devemos ser sal e luz (Mt. 5:13-14). Se essa
afirmativa, de que tais preceitos somente serão vivenciados no milênio como
alguns dispensacionalistas acreditam, FOR verdadeira, dever-se-ia concluir que
não precisaríamos ser Sal e Luz. A segunda, denominada por alguns como o “Evangelho Social” no que diz respeito
ao Sermão do Monte, afirma que esse realmente é o único ensino que têm
importância no Novo Testamento e que ao aplicarmos o Sermão em nossas vidas poderíamos
inaugurar o Reino de Cristo na terra, e assim os conflitos, guerras, fome não
existiriam na terra. Esse argumento caiu, quando o mundo enfrentou suas duas
guerras mundiais e quando não vemos melhoras na humanidade.
I-
Um
sermão tão antigo, por que estudá-lo?
A- Por que o sermão do Monte mostra
nossa fragilidade, portanto nossa necessidade de Deus.
Não
há como negar que viver como o Sermão do Monte afirma é algo tão difícil que
por nossas próprias forças não seria possível, por isso entendemos que necessitamos
de uma ação do Espírito. Olhando para o Sermão posso entender o que Paulo
afirmou em Filipenses 1:6 e 2:13. Minha vida cristã, minha santificação, em
primeira instância depende de uma ação do Espírito. Isso não anula minha
participação e não deve nos levar a uma atitude de inércia, pois somente existe
essa ação de Deus quando me aproximo Dele, mesmo que essa aproximação também
seja uma ação do Pai.
B- Por que viver o Sermão do Monte nos
garante a possibilidade de experimentarmos a bênção.
As
pessoas vivem atrás de sua benção. E as igrejas vendo nisso uma possibilidade
de encherem seus templos e seus cofres apresentaram supostas soluções para o
fim dessa busca implacável. Mas se os cristãos vivessem o Sermão do Monte
experimentariam as bênçãos que estão contidas nele. O sermão do Monte mostra
uma questão de causa e efeito, ou seja, você o que Cristo espera de você e em
contra partida recebemos a bênçãos provenientes da obediência.
II-
Divisão
possível do Sermão.
Essa questão tem
encontrado muito debate entre os estudiosos, o que acontece com as possíveis
divisões dentro das epístolas. Porém, o que percebemos é que uma divisão
clássica encontrada no Sermão e também nas demais Epístolas do Novo Testamento
é aquela que apresenta uma parte teórica e uma parte prática no texto. Essa
verdade é aplicável ao Sermão do Monte.
Na realidade o mundo
não precisa apenas de pessoas que conheçam o cristianismo, mas que vivam o
Evangelho.
A-
O caráter do crente.. Mt 5:3-16
B-
O crente diante da lei de Deus e seus
requisitos. Mt. 5:17-48
C-
O crente perante o Mundo. Mt. 6:1-7:29
Gostei do texto que acabei de ler na íntegra. O texto me chamou a atenção pelo fato de que dei inicio acerca de um mês, uma série de estudos sobre esta temática "Estudando o Sermão do Monte" Dois estudos já publiquei no meu blog. Faça-nos uma visita e nos abençoe!
ResponderExcluirhttp://professorpadua.blogspot.com/