Como nasci praticamente
dentro de uma igreja sempre ouvi essa tal LEI DA SEMEADURA. E digo que por
muito tempo acreditei que ela funcionasse como a maioria dos cristãos entende. Você
semeia pouco colhe pouco, se semeia muito colhe muito.
O problema é que várias
vezes ofertei pensando que estava semeando e não via essa lei funcionar para
mim. Pensei que o motivo era minha semente, ou algum pecado que eu estava
cometendo.
Passado os anos meu contato
com a Palavra de Deus aumentou, e comecei a buscar entende-la por mim mesmo,
sem a influencia de outros (se isso for possível?) e percebi algumas verdades sobre
a semeadura.
A-
A lei da semeadura começa na qualidade da
semente.
Muitas
vezes achamos que se semearmos muito colheremos muito. Na verdade não depende
somente, da quantidade, mas muito mais da qualidade, semente boas, boas
colheitas. Entendo essa verdade quando a relaciono com a intenção do meu
coração. Por exemplo: Se oferto para poder colher, minha semente foi ruim, pois
estou barganhando com Deus. Se ajudar um irmão porque depois vou colher isso,
não estou sendo generoso e sim egoísta.
A qualidade
da semente refere-se então a intenção do meu coração.
B-
A lei da semeadura leva em conta a qualidade
da terra.
Nem
todos que se dizem de Deus, são de Deus. Nem todos os ministérios que pedem
ofertas de R$ 911,00 estão a serviço de Deus. Por isso a importância de semear
em terra boa. Veja bem, se a terra não tivesse importância semearia em um
templo maçônico e receberia baseado na lei da semeadura. Portanto quando semeio
devo semear em terra boa.
C-
A lei da semeadura depende de Deus querer
abençoar.
Depois
de tanto caminhar percebi que tudo isso vai cair dentro da soberania de Deus.
Se ele quiser me abençoar, Ele irá. Posso semear boa semente, posso semear em
terra boa, mas se Deus não quiser me abençoar, a semente não dará seu fruto.
Concluindo:
O pessoal da teologia da prosperidade (e eles não estão somente nas igrejas neo-pentecostais)
esquecem de ensinar a lei da semeadura por completo. A verdade é que eles sempre
desrespeitam a Deus, com seus decretos e atos proféticos. Esquecem que ele é
SOBERANO. Portanto Deus faz como Ele quiser. Enquanto isso, depois de entender esses
fatos, continuo a semear, por amor, por altruísmo, por amor ao reino, porque se
Deus quiser ele pode me abençoar, mas sabendo que Ele não é obrigado a fazê-lo.
Deus
não está preocupado com as contas do cartão de crédito, ele está preocupado com
a salvação da sua alma. Se Deus estivesse preocupado com nossas contas Ele
teria aberto um banco e não morrido na CRUZ!
SOLA
GRATIA.

Tudo que foi escrito é muito bom meu colega teológico, principalmente quando vc exorta que
ResponderExcluir"O pessoal da teologia da prosperidade (e eles não estão somente nas igrejas neo-pentecostais)...", é importante todos saberem, pois os espertalhões estão por toda parte!
Mas eu chego mesmo a duvidar da realidade desta lei, ou melhor, da sua aplicação nos dias de hoje! Tenho dúvidas se isso não se trata de mais um equívoco exegético de 2Coríntios 9, talvez parecido com o que fazem com Malaquias 3.10! Confesso que preciso pesquisar mais, entretanto, fica a questão!
Abraços
Orlando
souteologico.blogspot.com