domingo, 24 de outubro de 2010

Entendendo Atos 16:31


Existem muitos textos mal interpretados durante a história da igreja cristã. Muitos deles têm gerado confusões absurdas, que se perpetuam por séculos na história do cristianismo.
Quero analisar o texto de Atos 16:31: “Eles responderam: “Creia no Senhor Jesus e serão salvos, você e os de sua casa”.
A má interpretação desse texto tem levado pessoas a acreditarem que a salvação de sua família está garantida, pois converteu-se. Alguns (que particularmente considero analfabetos bíblicos e teológicos) tem pregado que se uma pessoa se converte, toda sua família se converterá também. Esses malucos chegam a dizer assim: “se minha mulher não for para o céu, eu também não vou” ou ainda: ”se você pensa diferente de mim, você é contra a família.”
Vamos fazer uma análise do texto de Atos 16:31. Vejamos as possibilidades existentes.
A-   O texto realmente afirma que se uma pessoa da família se converter todos os demais se converterão também.
B-   O Carcereiro não perguntou pela salvação de sua alma, mas sim da condenação por parte do império romano por ter deixado os presos fugirem.
C-   O Carcereiro não perguntou pela salvação de sua alma, mas o apóstolo respondeu sobre a alma do mesmo.
D-   A promessa é literal para o carcereiro e se cumpriu no versículo 33.
Vamos trabalhar por eliminação:
1-    A alternativa “A” não pode ser verdadeira, pois as Escrituras afirmam que cada pessoa comparecerá individualmente perante Deus. Sabemos ainda que a salvação é individual. E ainda, quantos filhos de crentes, de pastores não foram para o inferno? Então de maneira nenhuma o texto é literal para todos os crentes.
2-    A alternativa “B” parece muito atraente. É verdade que se um carcereiro deixasse os prisioneiros fugirem ele pagaria esse erro com a pena de morte, o que incluía também sua família. Mas será que essa era a real preocupação do carcereiro? Observe o seguinte: A pergunta que ele faz: “O que devo fazer para ser salvo?” ocorreu depois de ele pensar que os prisioneiros haviam fugido (Vers. 27), depois de Paulo ter gritado que todos estavam ali (28) e mais, depois de ter pedido uma luz e visto que realmente todos permaneciam juntos (29). De maneira nenhuma ele seria condenado, ninguém fugiu. Ele poderia ter sido considerado era um herói, pois nenhum prisioneiro havia fugido mesmo com todas as portas abertas e todas as correntes soltas. Embora a alternativa “B’ pareça atraente, de maneira nenhuma poderá ser considerada verdadeira, pois a pergunta do carcereiro estava ligada a salvação de sua alma.
3-    Aceitar a alternativa “C” é chamar Paulo de “idiota”. Ele não entendeu a pergunta do carcereiro? Ele respondeu de maneira contrária para confundir o homem? Paulo entendeu perfeitamente o questionamento e respondeu de maneira adequada. Perceba que Paulo pregou para o carcereiro e para toda sua família (31).
4-    A alternativa apropriada seria a “D”. A promessa era literal, para o carcereiro, e se cumpriu na vida dele.
Erros como esse são freqüentes pelo simples fato de muitas vezes os irmãos desconsiderarem o contexto imediato do texto (versículos anteriores e posteriores) e o contexto geral das Escrituras sobre determinados assuntos.
Ao interpretar uma promessa, perceba que existem promessas gerais, que se aplicam a todos os santos da história e aquelas que são específicas que se aplicam a um grupo ou a um cidadão. Esse é o caso de Atos 16:31, uma promessa especifica para o carcereiro.
SOLA GRATIA.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A CRUZ OU O CIFRÃO?Gálatas 6:14


INT: Ao analisarmos as religiões existentes no mundo perceberemos que cada uma delas tem seus aspectos particulares que as distinguem entre si. Alguns segmentos apresentam  características religiosas, políticas e sociais, outras apenas tratam de um desses departamentos. Mas o que é inerente a todas religiões são os seus símbolos, suas logomarcas.
O budismo, hinduísmo, islamismo todos eles tem seu símbolo, aquilo que os representa, mas qual a marca que caracteriza o evangelho? A marca do evangelho é a Cruz, mas uma cruz vazia.    
Atualmente o que encontramos no cristianismo é uma mensagem anti-biblica, um evangelho que não esta de acordo com as Sagradas Escrituras. O que se prega hoje é aquilo que as pessoas querem ouvir e não aquilo que elas precisam ouvir.
Como vivemos em um mundo capitalista, onde o dinheiro é tudo que o homem precisa, pois com ele se compra tudo, dizem que até felicidade, o cristianismo tornou-se um meio de se tornar rico.
As pessoas buscam a Deus como se o Poderoso fosse um caixa rápido, e que com o cartão de credito espiritual tudo é fácil, simples assim!
Deixaram de pregar a Cruz para pregarem aquilo que o povo quer ouvir. Pregam uma mensagem que também possa fazer bem para seus próprios bolsos.
Vejamos alguns motivos para pregarmos a Cruz.
1º A cruz é o que nos diferencia de outras religiões.
Se não houvesse cruz o evangelho não seria em nada diferente de outras religiões. Se Cristo nos ensina a viver em sociedade, a respeitar e amar o próximo, outros também ensinaram e falaram muitas vezes coisas semelhantes.Se Cristo alimentou a multidão, outros tentaram fazer isso. Se Cristo teve discípulos, outros também tiveram.
Mas o que nos diferencia realmente de qualquer outra religião é que Jesus não foi apenas mais um líder, Ele é o Deus que se fez homem e morreu a morte de cruz em nosso favor.
Muitos líderes surgiram na história da humanidade, mas poucos morreram em favor de uma causa, e apenas um morreu em favor da causa dos outros.
Cristo não precisava de redenção, Cristo não precisava de Glória, Cristo Morreu em nosso lugar. Sua morte não trouxe beneficio para Ele ou para seus familiares, sua morte beneficiou a outros.
2º Foi nossos pecados que pregaram Jesus na cruz.
Quem matou a Cristo? Quem matou um homem que somente fez o bem? Que curou enfermos, libertou oprimidos, deu esperança ao necessitados? Que foi seu algoz? Quem foi que martelou aqueles pregos? Quem lhe infringiu a dor?
Alguns afirmam que foram os romanos ou os judeus. Outros querem condenar os líderes religiosos e políticos da época que usaram de falsas provas, de um julgamento fora dos padrões da época para condenarem a Jesus, contudo os verdadeiros culpados pela dor e sofrimento de Jesus, foram nós mesmos.
A lei estabelecida por Deus era clara: Para se ter comunhão comigo é necessário viver em santidade! O homem terá que escolher a Deus ou o pecado.
Se o homem não houvesse pecado não haveria necessidade da cruz. Se tivesse escolhido por Deus, não precisaria haver a Cruz. Se o homem tivesse cumprido com os pactos que Deus havia estabelecido com ele não haveria necessidade da cruz.
A cruz para a humanidade é o símbolo de seu fracasso, a Cruz para Deus é a marca de seu sucesso.
A condenação imposta a Jesus foi sentenciada por nós mesmos. Aquelas vozes que gritaram crucifica-o, eram nossas. Aqueles que esbofetearam, cuspiram, maltrataram e zombaram de Jesus éramos nós.
3º A cruz nos garante perdão de nossos pecados. Hebreus 10:1-10
O que poderia resolver o problema do pecado e da condenação eterna? Alianças? Obras? Lei?
Nenhuma dessas alternativas foi capaz de solucionar tal problema. Vejamos:
A-    As alianças.
Embora todas as alianças que encontramos no Antigo Testamento tem a presença de Deus anunciando e se responsabilizando por elas, não se pode descartar que havia a importância de uma reciprocidade do ser humano, elas eram condicionais, e assim sendo, todas não tiveram um fim feliz, pois dependiam de uma resposta positiva da parte da humanidade.
B-    As obras.
A Palavra de Deus afirma que a Trindade não permitiu que assim fosse, pois seria motivo de vã-glória para o homem. Outro detalhe importante é que nenhum homem poderia realizar somente boas obras, pois ele esta morto nos seus delitos e pecados, o homem é totalmente depravado. Suas escolhas são más, seus desejos contaminados e acima de tudo isso de maneira nenhuma ele quer a Deus.
Uma pessoa somente escolhe aquilo que ela deseja, e definitivamente o homem não deseja a Deus.
C-    A lei.
2 Coríntios 3:6 Afirma que lei mata. Ela mata porque apresenta o pecado, aponta o erro do pecador, mas de maneira nenhuma apresenta a solução para tal.
A solução para a condenação eterna está na Cruz. Foi no madeiro que o escrito de divida que era contra nós foi pago. Veja bem, ele não foi anulado, foi pago. A divida que tínhamos com a justiça de Deus era real. Foi o próprio Deus que estabeleceu essa lei, e foi ele mesmo que a quitou.
Alguns argumentam que Deus apenas poderia ter sumido com essa divida, porém aqueles que afirmam dessa maneira se esquecem de que isso seria dar um “jeitinho” e Deus não é Deus de falcatruas, Ele é Deus de justiça, e pagou nossa divida com a lei espiritual, e assim entregou seu filho em nosso lugar.
 A cruz proporciona uma esperança futura.
4º Devemos também nós carregarmos nossas própria cruz. Mateus 10:38.
Quatro aspectos queremos ressaltar sobre cruz.
A-    O peso.
Os estudiosos dizem que a cruz tinha aproximadamente 150 Kilos, e mesmo debilitado, enfraquecido por causa dos flagelos que havia recebido Jesus a carregou.
Isso nos ensina que abraçar a fé cristã não é algo “leve” para se fazer. Quem quer viver o verdadeiro cristianismo tem que estar preparado para sentir o peso da cruz.
B-    O Sofrimento.
Não inventaram ainda um método mais cruel de pena de morte que a crucificação. O cristianismo exige mudança de atitude e muitas delas trarão sofrimento.


C-    A dor.
A cruz proporcionava momentos de angustia e dor profundos. Os lábios secavam, câimbras ocorriam, a dor era insuportável.
D-    A renúncia.
Cristo renunciou por um instante aquilo que era seu por direito. Seu trono, sua glória, seu poder. Foi Ele que escolheu os cravos, foi Ele que escolheu os espinhos, foi Ele que escolheu a CRUZ! Não foi imposto a Ele isso. Deus não poderia fazer isso, já que Ele é um bom Pai. A cruz não poderia ser imposta a Cristo porque ele nunca pecou, ele não merecia condenação.
Jesus Cristo escolheu a cruz, porque sabia que se renunciasse por um momento sua posição de Deus, ele resgataria a muitos, a todos os eleitos.
CRISTO ESCOLHEU OS CRAVOS PARA QUE NÓS TIVÉSSEMOS VIDA.
Conclusão:
Muitos têm buscado a Deus  como se Ele fosse o gênio da lâmpada mágica. Essas pessoas vão as igrejas para buscar sua benção, e de preferência benção financeira. Elas estão atrás do Cifrão!
No evangelho que Cristo nos ensinou nunca prometido riqueza e bens materiais. A promessa feita e que irá se cumprir na vida dos escolhidos é que através da Cruz podemos ter paz com Deus. Sua ira não será mais imposta a nós, pois sua graça nos alcançou, seu perdão foi derramado, e na Cruz temos a confirmação disso.
A igreja é lugar para buscarmos a cruz e não o cifrão.



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

FÉ-ZES. ISSO É BIZARRO!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Uma das controvérsia dos Arminianos.


Existem verdades espirituais que não podem ser negadas por nenhum método teológico existente pelo simples fato de serem doutrinas Bíblicas, e contra a a palavra inerrante e infalível de Deus nada podemos. Se posicionar contra tais verdades é enquadrar-se no grupo daqueles que chamamos hereges.
Sendo assim, ensinos como presciência e onisciência divinas devem ser considerados inquestionáveis, pois são ensinos bíblicos. Porém não é o que acontece em muitos meios cristãos, ou pelo menos é aquilo que parece acontecer.
Muitos daqueles que afirmam que Deus é presciente e onisciente pecam quando tentam entender algumas verdades como a “perseverança dos santos”. Um caso clássico são os arminianos, que não negam os atributos divinos citados acima, mas que descaradamente afirmam que um eleito pode perder a salvação.
Vejamos um assunto: O livro da vida de Apocalipse 3:5. Uma primeira verdade que devemos entender é que quando o livro da vida é citado no Antigo Testamento quase nunca esta se referindo ao livro dos salvos e sim ao livro do censo, ou da história de Israel. Claro que existem exceções, porém elas nunca se referem ao perder a salvação.
Pense junto comigo: Se Deus é onisciente e presciente, devemos deduzir que o Livro da Vida ( o dos salvos) já está escrito, desde antes da fundação do mundo e esta selado, portanto deduzimos alguns fatos: A- Não se pode escrever o nome no livro da vida, porque ele esta escrito, portanto orações como “Senhor escreve o nome dele(a) no livro da vida é um tremendo erro teológico. B- Se está selado e somente o Cordeiro pode abrir, não se pode ficar apagando.
Mais a verdade que mais me chama atenção é que: Se está escrito e selado, baseando essa verdade na premissa que Deus é conhecedor de tudo, e de todas as coisas, do passado, do presente e do futuro, não se pode perder a salvação, porque esta escrito, e pronto. Não existe o decair da graça.
Os arminianos não pensam nisso. Simplesmente afirmam a perda da salvação imprimindo em seus irmãos o evangelho do medo, que é fácil de ser percebido pelo uso das seguintes frases: Cuidado você vai perder  a salvação; Olha que Deus apaga seu nome do Livro da vida.
Graças a Deus por sua eleição soberana, e por sua determinação de quem estaria no livro da Vida. Para esse a vida eterna esta garantida, porque essa é a vontade de Deus.