segunda-feira, 18 de março de 2013

MEU BLOG ME CONVERTEU!



Foi em 2009 que coloquei esse blog no ar. Lembro-me que não sabia mexer direito no blogspot, e ainda não sei, só aprendi umas coisinhas. Tudo era muito novo, torcia para alguém ler o blog, torcia por um comentário. Estamos indo para 4 anos de blog, e de vez em quando gosto de ler antigas postagens, antigos comentários e perceber que algumas coisas mudaram, outras continuaram do mesmo jeito de sempre.

Nesses quase 4 anos pensei em tirar e tirei do ar o blog (mais de uma vez e por apenas 12 horas) várias vezes. O principal motivo de querer acabar com blog foi que percebi que muitas postagens e muitos comentários não expressavam mais quem eu era.

Nessa minha jornada como obreiro, já são 8 anos, 4 congregações, muitos sermões, muitos livros lidos, muitos acertos, muitos erros, várias mudanças. Não! Eu continuo sendo firme no que creio, mas entendi que a minha firmeza não me dá o direito de ser ignorante, ríspido, mal educado. Percebi que quando apresento o argumento certo do jeito errado, perco o amigo, abro brechas para mágoas e no fim, ninguém é edificado, nem o nome de Deus glorificado!

Não tirei o blog do ar porque alguns pediram para que não fizesse isso, afirmaram que o blog edificava suas vidas e que muitas vezes viam até ele na esperança de serem edificados, e eram. Mas outro motivo para não tirar o blog do ar, foi que sempre olho para meus comentários e lembro quem eu era, e me esforço para não voltar a ser, quero continuar na minha evolução que será completada na Glória.

Como disse, continuo firme no que creio. Aborrecendo os mercenários do cristianismo, questionando esse mundo gospel, pegando no pé de quem usa a Bíblia de maneira errada, mas tentando fazer isso da maneira adequada, de uma forma que contribua.

Quero pedir perdão aos que foram ofendidos por minhas postagens. Meu zelo pela obra estava aliado a imaturidade, errei querendo acertar. Agradeço aos que me criticaram, suas críticas me fizeram repensar, principalmente minhas atitudes. Agradeço os que me apoiaram, sabendo do meu zelo, e amor pela obra, pelo Reino e entenderam meu processo evolutivo.

No final, o blog fica no ar e eu evoluindo, tentando não cometer os erros do passado!

SOLA GRATIA

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Igreja, Um só Espírito, Um só corpo e Um só propósito. Galátas 6:1-5


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  Mensagem pregada no Culto Regional de Mocidade. 16/02/2013

A Palavra de Deus apresenta em vários textos a vontade de Deus e a necessidade de vivermos em comunhão e mutualidade. Esse assunto foi um dos quais o apóstolo Paulo mais tratou em suas epístolas. Podemos perceber isso em Romanos, Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Tessalonicenses, demonstrando que esse assunto era uma preocupação desde os primeiros dias da igreja cristã.
No Novo Testamento a figura mais usada para definir a igreja e apresentar essa busca pela união e companheirismo é o corpo humano. E fazendo uso dessa figura aprendemos que somos diferentes, interdependentes e complementares. Percebemos que não existe cristão que viva em um ostracismo em uma ilha de solidão.
Uma questão essencial que não podemos esquecer é que embora seja vontade de Deus, mesmo a Bíblia nos apresentando essa necessidade de vivermos em união, existe alguns fatores que interferem no desenvolvimento desse sentimento tão precioso e fundamental para a jornada cristã.
Um dos fatores que poderiam ser citados nessa noite seria a diversidade. O texto de 1 Coríntios 12:12-31 afirma que nem tudo no corpo é olho ou mão, existe uma diversidade em nosso corpo.
Da mesma forma existe também uma diversidade dentro da igreja e especialmente dentro dessa juventude, e isso ocorre por vários fatores; a saber: Educação recebida dos pais, ou se é filho de mãe solteira, ou se os pais são divorciados, se os pais têm mais grana ou menos grana, e ate mesmo porque Deus nos fez diferente.
Essa diversidade gera conflitos, alguns desencontros, de vez em quando, encontros desagradáveis, geram palavras grosseiras, geram magoas. Embora tal diversidade devesse servir para o crescimento do corpo. Mas isso ainda não é a principal causa da falta de mutualidade no corpo de Cristo.
O fator que produz a maior interferência nos relacionamentos dentro da igreja é a existência ainda em nós da natureza pecaminosa.  A carnalidade é uma das causas apresentadas por Paulo para as divisões em Corinto. ( Conf. 1 Coríntios 3:1-3)
E é justamente isso que tem atrapalhado tanto o entendimento e principalmente a vivência dessa verdade em nossas comunidades.
O fato é: Para vivermos em um só corpo, um só Espírito e um só propósito precisamos nos tornar ESPIRITUAIS, e não meramente religiosos, pois estar na igreja, tocar, dançar, pregar, ir aos cultos, não significa ser um cristão espiritual.
Nessa noite gostaria de meditar com os irmãos sobre alguns pontos que demonstram a necessidade da espiritualidade dentro das relações interpessoais.
1-    Somente os espirituais não se alegram com a queda alheia. Gálatas 6:1

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, os “desigrejados” passaram de 4% do total de evangélicos em 2003 para 14% em 2009, um salto de 4 milhões de pessoas.

Embora a igreja cristã protestante esteja crescendo em nosso país, poderíamos ser maiores. Na verdade muitas de nossas igrejas estão sofrendo de um efeito sanfona, hora estão cheias, em outros momentos vazias.

Alguns estudiosos da igreja apontam que a visão missionária mudará em alguns anos. A igreja se preocupará menos com outros povos, já que as forças das juntas missionárias e das igrejas organizadas têm sido apontadas para esses países e que em breve serão formados obreiros de cada nacionalidade para alcançar aqueles que ainda não se renderam “aos pés de Cristo”. Assim sendo, as igrejas buscarão aqueles que se afastaram de seu convívio. A visão missionária não será voltada para os não alcançados, mas para os desigrejados.

Alguns motivos têm levado ao surgimento dessa problemática de esvaziamentos das igrejas. O surgimento de movimentos para-eclesiásticos, a propagação de teologias falsas e anti-bíblicas, mas o principal deles, é a falta de espiritualidade no trato daqueles que caem durante o percurso.

A igreja é o único exército que mata seus soldados feridos, afirmou o Rev. Caio Fábio, uma afirmação dura de ouvir, mas extremamente verdadeira.

O apóstolo Paulo no texto lido (vers. 1) apresenta algumas verdades: A- De vez enquando alguns irmãos caem em pecado. É obvio que Paulo não esta tratando daqueles pecados que cometemos sem intenção, ele não esta falando dos tropicões, nem mesmo dos escorregões. Paulo está falando daqueles que por algum motivo caem nas práticas pecaminosas. B- È obrigação daqueles que são espirituais restaurar aquele que caiu.

A construção do versículo indica uma obrigação imposta para aqueles que são espirituais. Isso porque os cristão que demonstram essa característica, devem refletir o caráter de Cristo, e portanto, suas atitudes. Isso é uma verdadeira santificação. Não confunda santificação com LEGALISMO. Santificação é ter o caráter de CRISTO e não apenas seguir um conjunto de regras.

Eis um grande teste para nossa espiritualidade: Como estamos lidando com aqueles que têm caído pelo meio do caminho? Será que estamos cumprindo nossa função de restauradores? Como estamos lidando como comunidade cristã com aqueles que são surpreendidos em pecado?

Regozijamos-nos com a queda de nossos irmãos? Vemos nisso uma possibilidade de mostrarmos o quão “santo” somos? Ou ainda entendemos que teremos “mais oportunidade” se ele caiu?

Se estivermos pensando dessa maneira estamos sendo piores que satanás, pois dele e de seus seguidores é que se espera esse tipo de comportamento.

A ordem apostólica é para restaurarmos. Em algumas traduções aparece a palavra “Encaminhem”, outras “corrigi-o”, ambas estão corretas, mas aquela que melhor se adéqua ao contexto, é “restaurai”.

Quando um cristão cai na pratica pecaminosa ele deve ser restaurado, isso leva a minha mente pensar na igreja como um hospital, um centro médico, pois aquele que caiu, esta ferido e machucado.

Às vezes pensamos que aqueles que se desviaram e não voltam para a igreja estão dessa maneira porque querem. Na verdade eles fracos, cansados, maltratados. È assim que a ovelha que se afasta do pastor de nossas almas, Jesus Cristo, está. È isso que o pecado faz com aqueles que se aliam a ele.

Um detalhe importante é que essa restauração não pode ser feita de qualquer maneira, ela exige o tratamento adequado, como é próprio da medicina. Na medicina espiritual, além de aplicarmos a medicação correta devemos aplica-la com o sentimento correto.

E nisso Paulo diz: Restaurai, com “Espírito de Mansidão.” Isso é próprio daqueles que são espirituais, pois é assim que Cristo apresenta os verdadeiros cristãos em Mateus 5. Cristo os chama de humildes, mansos, misericordiosos.

Aqueles que são espirituais entendem sua própria condição, e sabem que é Cristo que os mantém em pé, que é Deus que realiza o querer e o afetuar, e que eles podem ser surpreendidos nas mesmas tentações, e se isso ocorrer também precisarão de serem cuidados, restaurados. E talvez quem irá fazer isso são aqueles que hoje forem restaurados por nós. Lembremo-nos de Davi, que foi o homem segundo o coração de Deus, mas que também caiu.

Porém, lembre-se, restaurar, ter misericórdia, ser humilde e manso, não significa ser complacente com o erro. Quem passa a mão no erro, não é amigo, nem irmão, isso é próprio de quem é comparsa, e comparsa não restaura, mas afunda junto!

2º Somente os espirituais levam a carga alheia. Galatas 6:2-3

O apóstolo Paulo vai avançar dentro do assunto que esta tratando, ele afirma “Levais as cargas uns dos outros”, o que para alguns parece fácil, mas não é.

“A BIBLIA NA TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE HOJE”, traduz o texto de maneira incorreta quando o faz da seguinte maneira: “Ajudem uns aos outros”, esse eufemismo não traduz o real sentido da expressão apresentada no versículo.

O texto nesse momento não fala de ajuda mutua, mas literalmente de suportar o outro. “Levai as cargas” refere-se a qualquer dificuldade física, emocional, mental, moral ou espiritual.

A imagem de alguém levando o “fardo” ou “cargas” de outra pessoa remetia os leitores a duas situações, a primeira a de um escravo levando um peso que não era dele, e a segunda de um soldado que ficava responsável por levar os feridos e os mantimentos para o exercito.

Seja qual for a imagem escolhida, tratava-se de uma subserviência, não apenas de um favor, mas de uma obrigação. Portanto, era uma tarefa, penosa e cansativa, uma responsabilidade imposta e não escolhida. Da mesma maneira essa verdade pode ser aplicada a nós. Levar a “carga” não é uma opção é uma obrigação.

Na sociedade em que vivemos que “ser e ter” são fatores tão importantes, ouvir uma afirmação como essa pode até agredir os ouvidos de alguns. Somos orientados a passar por cima daqueles que querem estar sobre nós. Ou ainda que devemos abandonar aqueles que cansam pelo caminho, afirmam assim que a vida é uma questão de seleção natural e que só os fortes sobrevivem.

A lei mundana nos diz que é cada um por si. Que cada um deve cuidar de seus próprios problemas, mas eis a diferença, os cristãos não vivem debaixo da lei! Nem mundana nem da lei Mosaica. Agora a Lei que nos guia é a lei do amor, a lei de Cristo, e nela aprendo que tenho que não apenas suportar meus irmãos, mas também carregá-lo se for preciso.
Somos uma nova espécie de homens, os “CRISTÂOS” e essa espécie deve andar de maneira diferente. A palavra do Senhor nos afirma que pelo primeiro Adão entrou o pecado, mas pelo segundo Adão, Jesus, veio a salvação. O mundo anda segundo o primeiro Adão, fazendo suas próprias vontades, mas em Cristo devemos andar como ele andou.
"O cristão é um novo homem, é uma nova criação; pertence a um reino totalmente distinto deste mundo. O mundo não somente é diferente do cristão; o mundo nem mesmo é capaz de entendê-lo. Para o mundo, o crente é um enigma. E se você e eu, nesse sentido primário, não constituímos problemas e enigmas para os incrédulos que se movem ao nosso redor, então isso pode revelar-nos muita coisa sobre a autenticidade de nossa profissão de fé cristã."(Dr. Martyn Lloyd Jones)
Embora a sociedade queira nos dizer que somente os fortes sobreviveram, a Palavra de Deus diz, que os jovens de cansado caem, mas o que esperam no Senhor renovarão suas forças, e ainda “diga o fraco eu sou forte” e mais “quando estou fraco é ai que sou forte”. Portanto ainda há esperança para os cansados e oprimidos, sejam eles aqueles que ainda não aceitaram o Evangelho, ou aqueles soldados que foram feridos pelo caminho.
Jesus resumiu os mandamentos em dois,” Amarás a Deus acima de tudo, e Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. E o apóstolo nos afirma que se levarmos os fardos de nossos irmãos estaremos cumprindo um dos mandamentos de Cristo.
Esse pensamento poderia produzir nos irmãos de Gálatas e em nós também um sentimento de superioridade, ou seja, aquele que carrega ou suporta é mais forte, mais espiritual e, portanto, melhor do que os outros. E esse tipo de sentimento é que produz a várias divisões dentro da igreja, um bom exemplo é a igreja de Corinto, onde espirituais formaram para si um grupo separado, a exemplo dos fariseus.

Essa é justamente uma das preocupações de Paulo, a saber, que quando sabemos da fraqueza alheia somos tentados a sentirmos um orgulho pecaminoso. É por isso que ele afirma no vers. 3, parafraseando o texto: Lembrem-se: Sem Cristo não somos nada!

È justamente isso que devemos nos lembrar quando nós dermos conta que estamos levando a carga de alguém. EU NÃO SOU NADA, SE CARREGO O FARDO DO PRÓXIMO O FAÇO POR QUE CRISTO É QUE ME SUSTEM. Deus é que esta me dando condições de fazer isso, a Ele a Glória e o louvor.

Nesse sentido que Paulo, o maior dos apóstolos se considerou, como o menor (1 Cor. 15:9), como escória e lixo (1 Cor. 4:13), e bradou: LONGE DE MIM ESTEJA GLORIAR-ME A NÃO SER NA CRUZ!

Sem cristo apresentamos nossa perfeita nulidade. E não podemos pensar que somos algo sem ele.

3º Somente os  espirituais cuidam da sua própria vida. Gálatas 6:5

Quem afirma que a vida cristã é fácil é mentiroso. Nunca foi e nunca será. Apelos que são feitos que prometem bênçãos, vida próspera e soluções de problemas é propaganda enganosa.
A vida cristã é difícil, visto que o próprio Cristo afirmou: No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16:33), e assim sendo esse último versículo desse assunto que Paulo esta tratando, lida justamente com isso.

Mas porque Pastor? Porque você além de levar o fardo do seu irmão, você terá que levar seu próprio fardo. E isso complica muito a história. O fardo é vezes 2.

Mas não se preocupe Deus não lhe propõe nada que você não possa realizar com o Seu auxilio.

Cada individuo tem uma responsabilidade com o outro e consigo mesmo. Ao mesmo tempo que somos “multidão” somos “ilha deserta”. E na verdade devemos aprender que para carregarmos o fardo alheio antes temos que aprender a carregar nosso próprio fardo.

Por todas as páginas da Bíblia percorre a necessidade de mutualidade, de participação. De viver segundo a lei do amor; mas ali também transparece o tema da responsabilidade individual, que primeiramente envolve a própria conversão.

Devemos lembrar de que por vezes deixamos de reparar o galho que esta no nosso olho para repararmos o cisco que esta no olho de nosso irmão. (Mateus 7:3). Portanto, se cada um de nós percebesse o tamanho do fardo que cada um tem que levar dificilmente nos sobraria energia para ficarmos nos comparando com os outros.

O apóstolo Paulo escolheu usar duas palavras distintas para tratar sobre a questão do fardo nesse texto. No versículo 2 ele usa a palavra “Baros” e no versículo 5, a palavra “fortion”,  embora as duas possam ser traduzidas por “fardo” a primeira trata de um carga que ou você ou outro pode carregar, mas a segunda palavra “fortion” trata de uma carga que somente o individuo dono dela pode carregar.

Uma aplicação valida para essa informação é a seguinte: Existem problemas que você terá que resolver! Existem situações que somente você poderá mudar! Essas cargas são intransferíveis! Nenhum outro ser humano pode fazer isso por você! Mas em Mateus 11:30 Jesus usa essa mesma palavra para dizer que esse fardo já é, ou ainda pode ser não tão pesado. Ele diz: Tomai o meu “fortion” ele é manso e suave.

Por vezes pensamos que nossas cargas são apenas nossos defeitos, mero engano! Nossas qualidades também fazem parte de nosso fardo. As qualidades podem nos levar a soberba, autossuficiência, orgulho e vaidade. Portanto, nosso fardos remetem ao todo da vida. Problemas, dificuldades, defeitos e qualidades.

E é melhor que cada um se avalie imediatemante, pois não sabemos qual é hora que seremos convocados a responder perante Deus por sua própria carga. E desse dia ninguém poderá fugir.
Conclusão:

Aqui estão regras dóceis e amáveis que devem regulamentar as relações interpessoais. A ausência de egocentrismo, de preocupação com a minha própria dignidade e posição, deve ser contrabalançada por aquela preocupação verdadeira que me leva a colocar-me no lugar do outro e agir para com o outro na mesma medida que gostaria que agissem comigo.

Contudo, esse esquecimento de si mesmo, esse pensamento não egoísta a favor dos outros, pode ser esperado somente de alguém que aprendeu a viver com Deus e consigo mesmo, aceitando suas qualidades e seus próprios defeitos.

Somente uma pessoa verdadeiramente ESPIRITUAL, pode viver essas verdades. Somente aqueles que realmente passaram da religiosidade para uma vida verdadeiramente de comunhão com Deus.

Que possamos não nos portar como os amigos de JÒ, que eram carnais, mas que pareciam espirituais, que ao não enxergarem suas próprias condições, e se portaram como lobos devoradores, instrumentos de satanás, e que por isso não conseguiram ver a JÒ como Deus o via, Homem reto integro e temente a Deus.....

Mas essa história fica para uma próxima oportunidade...
 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A carta de Deus.



A modernidade tem diminuído a importância das cartas, pois o que é mais usado nos nossos dias é o e-mail ou a mensagem eletrônica. Mas para a humanidade sempre foi importante e utilizável o sistema de correspondência. Egípcios, Persas, Gregos, Cretenses, Fenícios, Chineses e Romanos, foram impérios que fizeram uso de esse meio de comunicação.
Para os crentes do primeiro século a correspondência por cartas era importantíssima, que de tão importante encontramos dentre os 27 livros do Novo Testamento, 21 são cartas. As cartas foram o meio que foi utilizado para levar as instruções dos apóstolos até a s igrejas, recém formadas.
Mas a pergunta nessa noite que gostaria de fazer para você é: E se você recebesse uma carta de Deus, o que estaria escrita nela? Não responda o que você gostaria de ler, mas o que realmente estaria escrito nessa correspondência?
Pois, é justamente o que os primeiros capítulos de Apocalipse apresentam para nós, cartas de Deus para determinadas igrejas.
As sete igrejas não eram, meros símbolos. Eram igrejas reais em lugares reais, situadas ao longo do percurso de um caminho natural antigo que começava em Èfeso e terminava em Laodicéia. Apesar de cada carta tratar de uma situação particular, em um igreja particular, por isso serem nomeadas, elas tratam da igreja como um todo.
No mundo inteiro as igrejas apresentam situações semelhantes. Algumas sofrem perseguição, outras existem em condições de injustiça social, outras, como a igreja de Laodicéia, que era rica, respeitada, e vivia em segurança, mas estava espiritualmente falida.
As cartas em Apocalipse, porém fornecem um modelo de aprovação e correção, desafio e consolo. Fraqueza e falibilidade podem ser oportunidades para crescimento e fortalecimento espiritual.
E nessa noite gostaria de meditar especialmente na carta aos de Laodicéia com os amados irmãos, por isso abramos nossos corações para que Deus possa falar conosco através das lições que podemos aprender  por meio dela.



1º Jesus Cristo conhece a real situação da igreja. Apoc. 3:15-16
Querer ver sua real situação é muito difícil. Com frequência queremos esconder aquilo que nos traz vergonha. É por isso que a indústria de cosméticos tem vendido tanto nesses últimos dias. Pois, para muitos o que importa não é a verdade, mas aquilo que apresentamos para as pessoas.
A questão do status não influencia apenas as questões cotidianas, mas também aquelas que são espirituais. Nós encontramos igrejas que até parecem unidas e espirituais, mas na realidade não são.
Quando encontramos em uma igreja pessoas que se unem por causa do pecado, ou porque um irmão está sendo disciplinado e formam um grupo em defesa desse ou daquele, isso não pode ser considerado sinal de unidade, mas de conveniência com o pecado.
Não se una, com aqueles que vivem na prática do pecado, não se torna complacente com o erro, por isso lhe trará consequências bem desagradáveis.
A igreja de Laodicéia é um bom exemplo disso, os crentes de tal comunidade não queriam ou não conseguiam ver sua real situação perante Deus.
O problema queridos irmãos, é que Cristo conhece muito bem quem somos. Nós podemos disfarçar, podemos enganar, mentir, ludibriar os outros, mas Cristo conhece quem realmente somos.
Deus sabe diferenciar quem são os lobos, bodes e as ovelhas que estão no rebanho.
A igreja de Laodicéia não percebia sua real situação, mas Cristo traz a luz como realmente eles eram visto, “ Conheço as tuas obras, sei que não és frio nem quente. Antes fosses frio ou quente! E, por este motivo, porque és morno, não és frio nem quente, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”.
Um fator interessante é que foi o próprio Cristo que descreve a igreja, não é um ser falho que diz sobre a igreja, mas Ele, o testemunha fiel, o verdadeiro, o Soberano da criação (14), Deus é que apresenta seu parecer sobre essa comunidade, portanto é uma visão correta da igreja.
A situação dessa igreja era degradante, sua vida espiritual morna havia levado Deus ao limite de sua paciência. Imagine querido, Deus não suportar mais as novas vidas?
A pergunta nessa noite é como Deus tem visto essa igreja? Como Deus tem visto sua vida.
Um fator interessante que podemos notar no momento que Cristo dá seu diagnóstico preciso, é que afirma que seria melhor que eles fossem “quentes ou frios”, mas eles estavam “mornos”. Em outras palavras Jesus esta afirmando que um cristão morno, é pior que um incrédulo. Cristo tem nojo de um crente mediano!
1 A- O que seria um cristão “morno”?
A Palavra de Deus nos afirma que pelos frutos conhecerão a arvore (Mt. 7:16). Em outra passagem nos afirma que devemos mostrar frutos dignos de arrependimento (Mt. 3:8). Em outra, que aqueles que são do pai reconhecem sua autoridade. Que as ovelhas reconhecem a voz do seu pastor.
Portanto, a partir disso podemos identificar aqueles que estão vivendo na mornidão. A- Aqueles que vivem em contendas. B- Aqueles que vivem na pratica de pecados. C- Aqueles que desobedecem a Bíblia. D- Aqueles que não tem compromisso com a oração e leitura da Palavra.
Para esses a palavra de ordem é: Arrependam-se ou sofram a consequência pelos seu pecados.
1 B- Cristo conhecia onde a igreja estava inserida.
Ao dirigir-se à igreja, Jesus demonstrou conhecimento da geografia onde a igreja estava estabelecida. Laodicéia era a mais rica cidade do vale do rio Lico, a região mais fértil da Asia, formada também pelas cidades de Colossos e Hierápolis.
Hierápolis era conhecida por suas águas quentes, Colossos por águas geladas, as duas eram utilizadas com fins medicinais, porém as águas de Laodicéia eram mornas, impróprias para o consumo. Ao beber essas águas a pessoa sentia náuseas. Laodicéia não tinha fonte própria de água, e ao transportar água pelos aquedutos vindos de Colossos, por pelo menos 8 Km essas águas amornavam e se contaminavam, ficando impróprias para o consumo.
Além de conhecer a situação dessa igreja, Jesus conhecia onde ela estava inserida, tanto que ele usa elementos do conhecimento daqueles irmãos.
Irmãos, Deus conhece quem é essa igreja, e quem está fazendo parte dela, e ainda onde estamos fixados. Não se esqueça disso! De Deus não podemos nos esconder e no tempo adequado ele tratará conosco.
2º Laodiceia pensava que a prosperidade financeira era sinal de aprovação divina. 3:17
No ano 60 d. C. essa cidade foi destruída por um terremoto, e os cidadãos recusaram ajuda de Roma e reconstruíram a cidade com seus próprios recursos. Mas, por admirável que essa independência possa ser nas questões materiais, no domínio espiritual a auto-suficiencia significa destruição; a verdadeira suficiência de uma igreja precisa vir de Deus, que é o que supre riquezas, vestimentas e saúde espirituais.
A cidade de Laodicéia era conhecida por seu centro bancário, cujos bancos até Cícero, imperador Romano, recomendava para troca de dinheiro. Além disso, sua prosperidade advinha da comercialização de um tipo próprio de lã. Uma lã preta lustrosa das ovelhas criadas naquela região.
Precisamos aprender que riqueza material não significa aprovação de Deus. Alguns afirmam: “Eu não tinha nada, agora veja como estou”! Tenho tudo que preciso, e ainda estou conquistando mais.
Se riqueza material fosse sinal de aprovação divina teríamos que considerar Jesus e os apóstolos como fracassados. E para não falar em outros grandes homens de Deus que pereceram a perseguição e o sofrimento por causa do nome de Cristo.
O escritor aos Hebreus no capítulo 11:32-40 afirma que existiram homens que passaram por diversas provações, mas foram considerados aprovados por Deus. Homens que o mundo não era digno, mas nenhum deles é tipo como uma pessoa rica.
2 A- A riqueza de Laodicéia a tornou orgulhosa e seu orgulho fez com que ela perdesse sua visão.
Outro fator que enriquecia aquela cidade era seu centro médico, principalmente oftalmológico, onde era produzido um colírio, que era tido até mesmo como milagroso, podendo curar todos os tipos de enfermidades oculares.
Por ser uma cidade rica ela se tornou orgulhosa e seu orgulho não deixava os Laodicenses perceberem sua real situação. Eles na verdade eram “desgraçados, miseráveis, pobres, cegos e nus.”
Nós, seres humanos, temos cinco sentidos fundamentais, são eles: audição, olfato, paladar, tato e visão. São eles que propiciam o nosso relacionamento com o ambiente. Com esses sentidos o nosso corpo percebe o que está ao nosso redor e isso nos ajuda a sobreviver, integrar, perceber, interagir e até modificar o ambiente em que vivemos.

Assim, pelo tato, pegamos algo, sentimos os objetos, sentimos o calor ou frio. Pela audição captamos e ouvimos sons. Pela visão vemos as pessoas, observamos contornos, as formas, cores e muitos outros. Pelo olfato identificamos os cheiros ou os odores. Pelo paladar  sentimos os sabores.
E como as pessoas sofrem quando perdem um desses sentidos. Lembro que uma prima minha sofreu um acidente e ficou sem o paladar por algum tempo e ela me dizia como é ruim não poder sentir o sabor dos alimentos.
Porém, creio que o sentido que mais deve fazer falta é a visão. Não sei se vocês já assistiram um filme chamado “Ensaio sobre a cegueira”, ele mostra como é difícil a vida de uma pessoa cega, principalmente aquela que um dia enxergou e depois perde essa capacidade por algum motivo.
Esse é justamente o problema espiritual de Laodicéia e a causa da cegueira espiritual daquela igreja era seu orgulho. È impressionante que o o sábio afirma assim: Não me de riqueza para que não me orgulhe( Prov. 30:8-9), mas sabemos que não é somente a riqueza que faz isso com as pessoas, mas a posição também pode causar isso. Ou um emprego.
Orgulho precede a queda, como no caso de satanás, pois quando nos orgulhamos não conseguimos ver os perigos que nos cercam, nem nossa própria condição. Não deixa o orgulho afetar a sua visão ao ponto de você pensar que agir assim ou assado, não terá consequências. Nem deixa seu orgulho te cegar e você achar que se envolver com certas pessoas não lhe trará mal nenhum.
Não deixe seu orgulho te atrapalhar ao ponto de você achar que não precisa de Pastor, pois se não precisássemos de liderança, Deus não havia estipulado nenhuma.
3º Deus nos oferece um conselho. 3:18
Embora houvesse uma situação cruel em que essa igreja estivesse vivenciando havia ainda solução para seu problema espiritual. O mesmo Deus afirma para as nossas vidas nessa noite, ainda há solução para nós. Ainda existe a luz no fim do túnel. Não existe pessoa ou igreja que esteja passando por momentos difíceis, de tormentas espirituais que não possa sair dessa situação.
A solução para nos levantarmos e sairmos dessa situação de mornidão é ouvir e colocar em pratica os conselhos de Deus para as nossas vidas. A Bíblia afirma assim:
“Temer o Senhor é odiar o mal; Odeio o orgulho e a arrogância, o mau comportamento e o falar perverso. Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza. Provérbios 8:13-14”
“Ouça conselhos e aceite instruções, e acabará sendo sábio.  Provérbios 19:20”
Deus apresenta um conselho, com três características, vejamos:
“Adquire de mim”,ou “compre de mim”em outras traduções, uma frase tão simples, mas tão poderosa e verdadeira. Afirmar que eles deveriam adquirir, não significava que tais coisas eram passiveis de compra por algum valor, mas que eram necessários que eles saíssem de sua letargia, de sua inércia, de sua mornidão espiritual.
Deus tem nos falado nesses dias que é hora de mudarmos de atitudes para com as coisas espirituais. Não é hora de ficarmos em casa, sem compromisso com a verdade, mas é momento de nos aprofundarmos em nossa relação com Deus. Hoje o Senhor nos chama para tomarmos posição em favor daqueles que verdadeiramente buscam a Deus.
Se você não tem se entregado a buscar a Deus, de se gastar por essa igreja, você não tem direito nem moral de dizer alguma coisa.


*** O primeiro conselho: Compre de Mim, ouro refinado***
Ouro refinado fala das coisas que são espirituais. Aquilo que vem de Deus não tem preço por isso é comparado ao ouro refinado.
Paulo fala dessa riqueza quando afirma assim:
Somos julgados tristes, nós que estamos sempre contentes; indigentes, porém enriquecendo a muitos; sem posses, nós que tudo possuímos! 2 Coríntios 6:10
Vós conheceis a bondade de nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza.
2 Coríntios 8:9

*** O segundo Conselho: Compre roupas brancas***

Mas o que quer dizer isso? Eles eram produtores de uma lã especifica daquela região, mas estavam nus. Tais roupas falam de santidade, precisamos buscar de Deus para nos vestirmos daquilo que é santo.
Quantos de nós estão vestidos de uma falsa espiritualidade? O Senhor vos chama assim: Hipócritas! Não adianta vir a igreja e posar de espiritual, se você esta em pecados ocultos, o Senhor lhe conhece e você pode esconder de todos, menos de Deus.
Como vai seu namoro? Esta vestido de santidade? Como vai seus relacionamentos? São santos? Como está sua mente? Esta santa?
*** O terceiro Conselho: Compre de mim colírio***
Eles eram fabricantes de um colírio muito eficiente, mas não era desse tipo que eles precisavam. Eles necessitavam do colírio produzido pela verdade que é Cristo.
Precisamos enxergar quem realmente somos. Precisamos que as escamas de nossos olhos sejam retiradas, para que possamos ver nossa real situação.
Precisamos do colírio de Deus para vermos a ação satânica que quer nos levar para longe de Deus e de sua vontade.
Não deixe satanás cegar seus olhos, pois ele usa instrumentos que muitas vezes estão bem perto de nós, para que não possamos ver aquilo que é correto e verdadeiro.
Conclusão:
O versículo 19 – 22 o Senhor vai mostrar seu interesse que aquela igreja mudasse de atitude. Que ela saísse de sua apatia e de seu orgulho. Mas um fator nos chama atenção, aquela igreja estava sem Cristo! Ele estava do lado de fora (20)!
Porém, apesar de receber as mais duras repreensões, essa igreja também recebe a mais profunda e maior promessa.
Ao vencedor concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono.
Apocalipse 3:21